Uma professora de Cascavel, no oeste do Paraná, foi afastada das atividades por 30 dias após uma polêmica aula de educação sexual para crianças de 9 e 10 anos.
Grasiela Ivana Passarin, que trabalha na rede municipal de ensino há 19 anos, levou para a sala de aula preservativos -masculino e feminino- e próteses de borracha semelhantes a órgãos genitais. Os objetos foram manuseados pelos alunos e fotografados pela professora, que postou as imagens em uma rede social.
A secretária de Educação, Márcia Baldini, disse que houve excessos da professora, ressaltou que o currículo escolar prevê o conteúdo de orientação sexual, mas em questões de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e prevenção da gravidez na adolescência. “Não cabia aquele aprofundamento, de forma alguma”, afirmou.
O caso, que aconteceu na escola municipal Aníbal Lopes da Silva, ganhou as redes sociais na terça-feira, após a própria professora publicar em seu perfil as imagens das crianças.
As fotos também foram levadas ao Ministério Público, que irá analisar se houve exposição ilegal dos alunos.
Em nota, a Polícia Civil informou que está acompanhando o caso, já que houve registro formal feito pela Secretaria da Educação, mas que somente após a sindicância instaurada pelo município e ouvir os envolvidos poderá chegar a uma conclusão se houve algum tipo de crime.
O afastamento da professora foi determinado por telefone pelo prefeito Leonaldo Paranhos (PSC), que estava em Brasília na terça-feira.
A professora afirmou que está tranquila e defendeu a sindicância, mas disse que não pretende falar sobre o método aplicado em sala de aula.
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