TV AO VIVO
TODODIA 17 de outubro de 2026
Cidades

Americana tem mais de um caso por dia de violência contra mulher

Compartilhar WhatsApp Facebook

Um levantamento divulgado esta semana pela Prefeitura de Americana , feito junto do TJ- -SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), aponta que, somente entre os meses de janeiro e outubro deste ano, foram registrados 368 casos de mulheres vítimas de violência física ou psicológica no ambiente doméstico.

Esse é o número de “medidas protetivas” – instrumento previsto na Lei Maria da Penha para afastar o agressor de casa – solicitadas no município no período. No mesmo intervalo de tempo, as unidades da rede municipal de Saúde registraram o atendimento de 55 mulheres com idade entre 20 e 29 anos, que sofreram lesões provocadas pelos companheiros.

Todos os casos foram comunicados à Polícia Civil. “Passamos da fase de dizer para as pessoas ‘pense se isso acontecesse com a sua filha, irmã, etc.’. Não cabe mais esse raciocínio. Essa luta vai muito além e é preciso de coragem das partes envolvidas, das próprias mulheres, da população e da área envolvida”, avaliou a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Léa de Fátima Amabile de Queiroz Telles, durante o lançamento da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, iniciada na cidade.

A pesquisa feita pela prefeitura registrou ainda 430 notificações de atos violentos contra as mulheres em Americana neste ano – físico (248), sexual (16), psicológico (1), negligência (18), tentativa de suicídio (111) e suicídio (1). “Precisamos dar visibilidade às diversas formas de violência de gênero e doméstica contra mulheres; essa violência é uma questão pública a ser enfrentada no âmbito dos direitos humanos e na luta por uma sociedade mais humanitária; apesar das leis municipais vigentes, faltam discussões e debates sobre a segurança e os direitos da mulher”, afirma a coordenadora da Unidade de Direitos Humanos da Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano, Alcimara Silva Batalhão.

Patrulha atende 238 vítimas em um ano

O programa “Patrulha Maria da Penha”, da Gama (Guarda Municipal de Americana) fiscalizou o cumprimento de 238 medidas protetivas concedidas a mulheres desde a criação do serviço, em setembro de 2018.

As providências adotadas pelos guardas municipais são o acompanhamento dessas mulheres; verificar o cumprimento das medidas; comunicar casos de desobediência ao Ministério Público; instruir sobre os direitos assegurados pela lei Maria da Penha; acompanhar as mulheres no registro do boletim de ocorrência e conduzir os agressores até a Delegacia da Mulher ou até a Central de Polícia Judiciária. “Desses 238 casos registrados, muitas tiveram suas medidas protetivas revogadas por motivos diversos ou desistiram de continuar com o atendimento, portanto, atualmente auxiliamos apenas 21 mulheres”, informou a guarda Luciana Marques.

Como parte da programação da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, realizada pela Secretaria de Ação Social e Desenvolvimento Humano, a equipe especializada da “Patrulha Maria da Penha” promoveu ontem uma palestra no Cras (Centro de Referencia de Assistência Social) do bairro São Manoel. A roda de conversa contou também com a presença do secretário de Ação Social, Aílton Gonçalves Dias Filho, de munícipes e servidores da secretaria municipal e do Cras.

WALTER DUARTE

Esta matéria foi útil para você?

TD
Redação TODODIA TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba

Newsletter TODODIA

As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.

Ao se inscrever você concorda em receber a newsletter diária do TODODIA. Cancele quando quiser, com um clique no rodapé do e-mail. Política de privacidade.