Empresa autuada por vazamento de amônia não possuía licença ambiental para funcionar em Americana
A empresa já havia sido envolvida em uma ocorrência semelhante registrada em 2023, também por crime ambiental
Um forte vazamento de amônia em uma empresa no distrito industrial, em Americana, na manhã desta quarta-feira (26) mobilizou diversas equipes de emergência ao longo do dia, incluindo a Guarda Municipal, por meio do GPA (Grupo de Proteção Ambiental), Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O vazamento afetou mais três empresas vizinhas, forçando a interrupção das atividades.
Segundo a Defesa Civil, o incidente ocorreu durante o processo de transferência de um caminhão para um container dentro da empresa, momento em que o vazamento foi identificado. Funcionários das empresas próximas relataram que sentiram um cheiro forte, o que os levou a acionar a Defesa Civil. “Começamos a sentir um cheiro muito forte, que causou até ânsia, e rapidamente iniciamos a evacuação”, afirmou Irani do Nascimento, auxiliar de produção de uma das empresas vizinhas.
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) relatou que as primeiras informações apontam que durante uma operação de transbordo do produto, de um caminhão tanque para IBCs – recipiente de material plástico duro, com capacidade de até 1.000 litros, ocorreu o vazamento. Técnicos do setor de Atendimento a Emergências da CETESB realizaram medições na empresa, e o resultado foi abaixo do limite máximo, com liberação da área. Após a conclusão dos trabalhos de emergência e finalização do relatório técnico de atendimento ao caso, a CETESB deve aplicar as penalidades previstas na legislação.
DESDOBRAMENTO DO CASO
A investigação apontou que a empresa responsável pelo vazamento não possuía licenciamento ambiental e outras autorizações necessárias para funcionamento. Um homem apresentou-se ao local com notas fiscais do produto, mas afirmou não ser o proprietário da empresa. Entretanto, ele também não informou quem poderia ser o responsável pelo estabelecimento.
De acordo com a Polícia Civil, a empresa já havia sido envolvida em uma ocorrência semelhante registrada em 2023, também por crime ambiental.
Diante dos fatos, a Polícia Civil determinou a prisão em flagrante do homem, assim como a de dois funcionários da empresa para prestarem esclarecimentos. Os agentes suspeitam que o responsável tenha tentado burlar as autoridades ao apresentar documentação de uma outra empresa, localizada no Loteamento Industrial Abdo Najar.

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