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TODODIA 25 de outubro de 2026

Preço do etanol volta a subir em postos de Americana

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Especialista explicou que com o final da safra de cana-de-açúcar valores tendem a ficar mais caros 

(Foto: Agência Brasil)

Após quedas consecutivas no preço do etanol, o valor do combustível voltou a subir em Americana. De acordo com levantamento feito pelo TODODIA junto a estabelecimentos nesta terça-feira (18), o etanol mais barato pode ser achado por R$ 3,09 em um posto localizado na região do Jardim Miriam, em Americana. Comparado ao mês passado, o mesmo posto vendia o litro do etanol a R$2,99, sendo, à época, o menor preço verificado na cidade. A alta no preço mínimo é de R$ 0,10 ou 3,34%. Atualmente, o etanol custa, em média, R$ 3,44 na cidade.

Já em relação ao valor mais elevado do combustível, a reportagem encontrou um posto do município onde o litro do etanol é vendido por R$ 3,79. A maioria dos estabelecimentos tem cobrado de R$ 3,29 a R$ 3,59 o litro do etanol.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador semanal aponta que na segunda semana de outubro o valor médio do etanol anidro em São Paulo era de R$ 3,04. No começo de setembro, o valor médio do litro no estado era de R$ 2,81. Um aumento de R$ 0,23.

O economista Roberto Brito explicou que a alta do etanol se dá pelo final da safra de cana-de-açúcar, a principal matéria-prima usada para a produção do combustível. “Isso faz ter uma redução da quantidade de cana-de-açúcar chegando às usinas e também uma redução dos estoques de etanol, o que prova uma elevação do preço no mercado, uma vez que a demanda de etanol está a mesma”, explicou.

O especialista também destacou a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que reduziu a produção de petróleo no mundo, provocando uma alta imediata no barril. “A gente tem a expectativa que a Petrobras possa promover alterações no preço do combustível, mais especificamente, gasolina e diesel. Mas, muito provavelmente, isso só deva acontecer após o segundo turno das eleições, tendo em vista a pressão do governo federal para não ter nenhum tipo de reajuste nesse momento”, explicou Brito. 

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Nathalia Lima TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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