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TODODIA 26 de outubro de 2026
Cidades

Bingo ilegal em Americana é flagrado pela 2ª vez em seis dias

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A PM (Polícia Militar) voltou a fechar ontem à tarde um bingo clandestino em pleno funcionamento, na Rua Sete de Setembro, nos fundos de um estacionamento de veículos que fica em frente ao prédio da Receita Federal de Americana. No momento em que a Polícia chegou, cerca de 100 jogadores estavam no local, 90% deles idosos.

Foi a segunda vez em apenas seis dias que o mesmo local foi alvo de operação idêntica da PM, quando foram flagrados cerca de 60 jogadores. Na ocasião, quatro deles foram selecionados “por amostragem” e conduzidos para a Delegacia, juntamente com responsáveis pelo estabelecimento irregular, mas foram apenas ouvidos e liberados.

Ontem, diante de novas denúncias de que o bingo voltou a funcionar no mesmo endereço, nos fundos de um estacionamento, distante uma quadra da Basílica de Santo Antônio, o Tenente Coronel Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, comandante da PM de Americana, chefiou diretamente a operação na casa de jogo de azar.

Dessa vez, a “amostragem” de pessoas detidas foi um pouco maior: dez jogadores e responsáveis foram novamente encaminhados à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Americana. Houve ainda a apreensão de R$ 2 mil em dinheiro.

Paralelamente à condução das pessoas à delegacia, a PM qualificou (identificou) todos os jogadores. À reportagem do TODODIA, o comandante da PM de Americana disse que é preciso uma força-tarefa para definir ações contra jogos de azar, com envolvimento de órgãos públicos de todas as esferas – ou então buscar alternativas que levem à regularização de estabelecimentos do gênero, e assim evitar situações como as ocorridas na semana passada e ontem, que tiram grande efetivo do policiamento preventivo das ruas por horas, em prejuízo a toda sociedade.

OPERAÇÕES
O oficial disse que determinou a primeira operação ao bingo clandestino no dia 2, após receber denúncias de um familiar desesperado de um jogador idoso, que estaria perdendo todo o salário no salão de jogos. O bingo, segundo a denúncia, funcionaria há pelo menos dois anos e o idoso teria sido até “ameaçado”. Sem citar nomes, o denunciante insinuava que policiais fariam “vistas grossas” em relação ao local.

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“Eu determinei a primeira operação, pedi ao nosso Serviço de Inteligência para acompanhar se havia alguma alteração, por desconfiar que o local pudesse ter voltado a abrir. Por isso determinei outra operação e vim acompanhar pessoalmente”, disse ontem o Tenente Coronel Horácio Borges.

O comandante disse não admitir em sua tropa conivência com irregularidade e, havendo denúncias precisas e fundadas, os cidadãos podem levar ao conhecimento do comando da PM, que elas serão investigadas e, se comprovadas, investigadas pela Corregedoria.

Em abril, por determinação do comando da PM de Americana, houve uma operação em casas de jogos e em estabelecimentos comerciais, principalmente bares. Na ocasião, houve apreensões de máquinas do tipo caça-níqueis.

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O caso foi levado à Polícia Judiciária, houve instauração de inquérito, mas ninguém foi responsabilizado porque peritos não conseguiram atestar em laudos que os equipamentos apreendidos configuravam como jogos de azar.

“Se nada for feito conjuntamente, fica a sensação que estarmos ‘enxugando gelo’ e isso prejudica o desempenho para inibir crimes de maior gravidade”, exemplificou o coronel Horácio.

Até o fechamento dessa edição, a reportagem não conseguiu contato com representantes do bingo clandestino.

A Prefeitura de Americana informou, em nota, que, por meio da USU (Unidade de Serviços Urbanos), tem acompanhado as medidas tomadas pela Polícia e estudado quais providências podem ser tomadas com relação ao proprietário do imóvel por falta de alvará, uma vez que se trata de uma prática ilícita.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi consultada sobre medidas que a Polícia Civil tomou em relação às ações ocorridas no bingo, no dia 2 e ontem. Em nota, o órgão informou que, por “tratar-se de crime de menor poder ofensivo, contravenção penal, a Polícia Civil registra o caso, qualifica as partes, faz apreensão de objetos, se houver, e encaminha a Justiça para providências”.

 
 

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Edson Silva TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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