Curso gratuito de português busca integrar imigrantes em Santa Bárbara d’Oeste
As aulas começam no dia 28 de fevereiro e serão realizadas aos sábados
Santa Bárbara d’Oeste vai oferecer um curso gratuito de português voltado aos estrangeiros que vivem na cidade. As aulas começam no dia 28 de fevereiro e serão realizadas aos sábados, das duas às três e meia da tarde, no Centro Cultural e Biblioteca Professor Léo Sallum, na Cidade Nova.
Quem vai ministrar as aulas é o jornalista Fernando Campos, professor de Redação e docente em cursos técnicos da rede estadual. Ele explica que a iniciativa surgiu a partir de uma demanda da Associação de Desenvolvimento da Comunidade Haitiana.
Demanda da comunidade haitiana
“Na Câmara Municipal, a gente tem a Escola do Legislativo, que já faz alguns cursos gratuitos para a comunidade. Ano passado, administrei aula de redação para pré-vestibular. O pessoal da associação pediu esse curso porque estão chegando mais haitianos e eles têm essa barreira da língua”, afirma.
Segundo o professor, embora o foco principal seja a comunidade haitiana, o curso está aberto a todos os estrangeiros que enfrentam dificuldades com o português. “A gente sabe que aqui em Santa Bárbara também tem bolivianos, venezuelanos e outros imigrantes que talvez tenham dificuldade com a língua portuguesa, que é uma barreira no dia a dia, dificulta o acesso ao mercado de trabalho e também situações corriqueiras, como fazer uma compra no supermercado, buscar atendimento médico ou matricular um filho na escola.
A gente quer diminuir essa barreira”, destaca. Ele ressalta ainda que “o principal é para a comunidade haitiana, porque eles falam francês e crioulo haitiano, que são mais diferentes do português do que o espanhol, que venezuelanos e bolivianos já chegam entendendo um pouco”.
Acesso facilitado e inscrição aberta
Não é preciso fazer inscrição antecipada. Basta comparecer ao Centro Cultural Léo Sallum no primeiro dia de aula, às 14h, na Rua do Algodão, número 1.450, na Cidade Nova.
O espaço foi escolhido para facilitar o acesso. “A escolha do local também é pedido da Associação dos Haitianos, porque a Escola do Legislativo funciona no prédio da Câmara, que fica no extremo da cidade. A gente trouxe para o Léo Sallum, na Zona Leste, onde está concentrada grande parte dessa população de imigrantes”, explica.
Foco na comunicação prática
Sobre a metodologia, Fernando Campos afirma que o foco será a comunicação prática. “A gente tem como base um material da Prefeitura de São Paulo chamado Portas Abertas, voltado para imigrantes e refugiados. O foco não é em gramática como a gente leciona na escola, mas em comunicação. Desde o básico, como bom dia, boa tarde, dias da semana e meses, até situações reais que eles vão enfrentar. O básico e o emergencial é conseguir se comunicar de maneira clara e eficiente”, pontua.
As aulas e todo o material didático serão oferecidos gratuitamente. “O material didático a Câmara vai fornecer. São cópias do material que a gente pegou da Prefeitura de São Paulo e vamos trazer para os alunos. Essa primeira aula será mais como um diagnóstico, para entender o que eles esperam do curso e qual é a principal dificuldade”, completa.
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