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TODODIA 22 de outubro de 2026
Cidades

Paciente morre à espera de uma vaga de UTI

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Um homem de 52 anos, morador de Sumaré, morreu internado na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) Macarenko na noite de domingo (7) aguardando a transferência para uma vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Antonio Carlos Colin estava com Covid-19 e ficou uma semana na fila para ser transferido, segundo a família, mas não resistiu. O enterro foi realizado ontem.

Além de Antonio, outras cinco pessoas da mesma família foram infectadas, mas somente Antonio precisou de internação na UTI. A filha dele, Jéssica Colin, relatou a busca por uma vaga nas redes sociais ao longo da semana passada. Em um vídeo, ela relatou que o pai foi internado no sábado (27) e apresentou piora no quadro no domingo (28), quando a equipe da UPA fez o pedido de vaga de UTI à Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde).

No depoimento, Jéssica relatou a busca da família por vagas em hospitais públicos e até privados. Os familiares chegaram a acionar o Ministério Público para buscar na Justiça uma ordem para que Antonio fosse transferido. Enquanto isso, seu quadro apenas piorou na UPA.

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Ainda no vídeo, Jéssica faz um apelo para que seus amigos e seguidores nas redes sociais levassem a pandemia a sério e não acreditassem em informações falsas sobre o tema. Após a morte do pai, ela fez uma publicação informando o falecimento e também concedeu entrevista à EPTV, rede filiada à TV Globo, onde reforçou o apelo.

“(A saúde) está entrando em colapso, as pessoas não vão conseguir mais atendimento daqui a pouco, não só UTI, mas um atendimento básico. É um pesadelo, e as pessoas precisam entender que isso é sério”, disse Jéssica.

A reportagem do TODODIA questionou a Prefeitura de Sumaré sobre o caso. Em nota, o Executivo disse que os pacientes “com sintomas graves em decorrência da Covid-19 são transferidos por meio da liberação de vagas da Cross” e que mesmo com ação judicial, as vagas são liberadas pela central.

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O município afirmou ainda que “a estabilização clínica depende da reação de cada paciente ao tratamento e isso não impede sua transferência e que “a liberação da vaga, dos pacientes cadastrados, é feita exclusivamente pela Cross”.

Já a Secretaria de Saúde do Estado, responsável pela Cross, disse que Antonio “tinha quadro clínico grave, com evolução negativa, e não respondeu aos cuidados na origem”.

O estado disse que a central funciona 24h por dia como mediadora de pedidos dos serviços de origem e os de referência, “mas não é responsável por ‘liberar’ ou ‘criar’ vagas”.

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Todo pedido de transferência, segundo o estado, “é priorizado conforme o grau de urgência e monitorado por profissionais da Cross, considerando locais com disponibilidade e capacidade para atender cada caso, priorizando os pacientes mais graves e urgentes e que possuam condição clínica adequada, como quadro estável e livre de infecções”.

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Leon Botão TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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