Gestores, funcionários e pacientes apontam diferenciais do Hospital Estadual de Sumaré, considerado o melhor do Brasil
Unidade que atende exclusivamente pelo SUS é destaque nacional e atribui resultado à acreditação, processos padronizados e equipe engajada
O HES (Hospital Estadual Sumaré Dr. Leandro Franceschini) ficou novamente em primeiro lugar no Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, em ranking divulgado na última semana pelo Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde), em parceria com a Opas/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde) e outras instituições. Desde a inauguração, em 2001, o hospital atua como referência regional, com atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Para entender como a unidade consegue se manter no mais alto nível da Saúde Pública no país, a reportagem da TV TODODIA ouviu gestores, funcionários e pacientes do hospital regional, que atende moradores de Sumaré e de outras cidades da região.
Acreditação e processos padronizados
O diretor superintendente do HES, médico Antônio da Silva Bastos Neto, explica que um dos pilares do resultado é a decisão de manter, desde os primeiros anos, acreditações nacional e internacional – uma espécie de “selo de qualidade” concedido por instituições independentes.
“Em primeiro lugar, o que é essencial é manter o foco nas necessidades do cliente. Então, tudo o que é feito aqui é para promover um atendimento humano, um atendimento com qualidade e com segurança. Isso é decorrente de uma decisão estratégica ao longo da história do hospital de se afiliar a um programa de acreditação”, afirmou.
Segundo ele, os programas de acreditação permitem que a gestão e os colaboradores trabalhem com base em padrões, métricas e requisitos definidos. “É ter um atendimento seguro, um atendimento de qualidade, um atendimento uniforme, que não vai depender de quem está no hospital, não vai depender do turno, e sim dos processos que são definidos”, explicou Bastos. Reclamações e sugestões dos usuários também são tratadas como oportunidades de melhoria.

Equipe engajada é apontada como diferencial
O diretor ressalta que nenhum modelo de gestão funciona sem uma equipe motivada e qualificada. “A estratégia, por si só, sem ter um grupo de colaboradores que sente pertencimento em relação à instituição, que sente orgulho do seu trabalho e tem vínculo verdadeiro com o hospital, nada seria possível. Os colaboradores são fundamentais para que nós possamos atingir esse nível de reconhecimento que recebemos”, destacou.
A médica Cláudia Helena Nassif, que construiu praticamente toda a carreira no HES, confirma esse sentimento. “Trabalho aqui quase desde o começo do hospital, e trabalhar aqui é parte da minha vida. O meu desenvolvimento grande como médica foi aqui dentro, de aprendizado e amadurecimento. É um excelente lugar, tanto que eu estou aqui desde o começo e não saio”, afirmou.
Para ela, o ambiente estimula a melhoria contínua. “É um lugar que tem uma equipe muito boa, são pessoas que querem fazer o melhor. Tem dificuldades, mas tem muita oportunidade de aprendizado e de melhoria, e as pessoas querem isso, então a gente nunca para”, completou.

Pacientes destacam humanização e segurança
Usuários do HES também relatam melhorias na estrutura e no atendimento. Raimundo Silva, 62 anos, morador de Nova Veneza, conta que percebe avanço na qualidade dos serviços. “Passou por crise antigamente, mas eu estou vendo que agora estão aparecendo melhorias. Sempre fui bem atendido. Para exames, cirurgias e tudo mais, fui atendido super bem. Lógico, tá aprovado sim. Eu acho que está melhorando, a favor da população que necessita aqui do hospital”, disse.
O paciente Elias Victor Gamma, 58 anos, de Sumaré, é acompanhado pela equipe há mais de uma década, desde um acidente em 2011. “De 2011 para cá eu venho sendo assistido tudo aqui. Ortopedia, Plástica, Uro – o que eu preciso, é aqui. Então eu classifico como excelente”, afirmou.
Ele destaca não só o atendimento médico, mas o cuidado em todos os setores. “Tanto por funcionário, até o pessoal da limpeza aqui é diferente, é um local em que se é tratado humanamente. Eu me sinto bem aqui, me sinto seguro. Já fui internado aqui várias vezes, com comida boa. Daqui eu não tenho o que reclamar”, completou.
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