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TODODIA 1 de novembro de 2026
presidiu a câmara de sumaré

Hélio Silva vira réu por tráfico de drogas; conversas citadas pelo MP o associam ao PCC

Vereador está preso desde o dia 9 de setembro, quando foi alvo da Operação Archimagus

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Voz gerada por inteligência artificial

O presidente afastado da Câmara de Sumaré, Hélio Pereira da Silva (Cidadania), conhecido como “Mister M”, virou réu por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo.

A denúncia apresentada pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) foi aceita pela Justiça.

Hélio Silva vira réu por tráfico de drogas; conversas citadas pelo MP o associam ao PCC

Hélio está preso desde 9 de setembro, quando foi alvo da Operação Archimagus, conduzida pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pelo 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).

Desde então, a investigação avançou com a análise de celulares, mensagens, áudios, fotografias e outros materiais apreendidos.

A apuração já apontava o vereador como suspeito de financiar a compra, o armazenamento e a distribuição de drogas na região.

Entre os novos elementos citados pelo MP estão conversas extraídas dos aparelhos. Em uma delas, um interlocutor fala sobre “Hélio Júnior, que é filho do Bam Bam Bam aqui de São Marcos, que tem as biqueiras”.

Em outro diálogo reproduzido na investigação, uma pessoa que se apresenta como parente de “Mister M” faz referência direta ao PCC durante uma ameaça.

Segundo a investigação, o conjunto das conversas, imagens e movimentações financeiras reforçaria a suspeita de atuação dele no tráfico e de ligação com integrantes do crime organizado.

Entre as imagens apreendidas, investigadores afirmam ter identificado um homem que seria Hélio manipulando grande quantidade de dinheiro em espécie. Fotografias anexadas ao processo também mostram maços de notas sobre uma mesa.

A investigação já havia identificado ainda áudios atribuídos ao filho de Hélio com referências a uma suposta “biqueira” ligada ao pai.

A Polícia Federal também apura possível uso de imóveis, empresas e até de veículo oficial da Câmara na dinâmica investigada.

A defesa de Hélio nega as acusações. O processo agora segue para instrução, quando acusação e defesa poderão apresentar provas e ouvir testemunhas.

Suplente de deputado
Mesmo preso, Hélio Silva recebeu 1.981 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Com o resultado, ele ficou como suplente do partido.

Partido suspendeu vereador das funções partidárias
No mesmo dia da Operação Archimagus, a direção estadual do Cidadania suspendeu Hélio Silva de todas as funções partidárias.

Vice assumiu interinamente a Presidência da Câmara
No dia seguinte à prisão, Hélio Silva pediu licença não remunerada da câmara por 30 dias, “para tratar de assuntos particulares”. Com o afastamento, o vice-presidente, Lucas Agostinho (União Brasil), assumiu interinamente a Presidência do Legislativo Municipal.

Advogado de defesa busca relaxamento da prisão
Responsável pela defesa de Helio Silva, o advogado Edilson Casagrande tenta, desde o dia 10, obter o relaxamento da prisão do cliente. Em nota, o defensor também declarou que o vereador “segue tranquilo e confiante na Justiça”.

Casagrande afirmou ainda que o parlamentar “sempre pautou sua atuação pública pela probidade e pela moralidade administrativa” e negou as acusações apresentadas pela força-tarefa da Operação Archimagus.

*Colaborou Vagner Salustiano

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Airan Prada TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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