terça-feira, 29 setembro 2026
SEGUNDO CASO DO TIPO

Mulher descobre que continua grávida após passar por curetagem no Hospital Estadual de Sumaré

Aos 40 anos, paciente está na 35ª semana de gestação; este é o segundo caso semelhante envolvendo a unidade a vir a público neste ano
Por
Vagner Salustiano
Hospital Estadual de Sumaré é citado em dois casos de curetagem com diagnóstico questionado neste ano. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA.

Uma mulher de 40 anos teria passado por uma curetagem malsucedida no HES (Hospital Estadual de Sumaré Dr. Leandro Franceschini) e continua grávida. Este é o segundo caso semelhante envolvendo a unidade, referência regional do SUS (Sistema Único de Saúde), a vir a público neste ano.

Atualmente na 35ª semana de gestação, a mulher passou pelo procedimento no útero em 25 de fevereiro deste ano, ainda no início da gravidez. Na ocasião, exames realizados no hospital indicaram que a gestação não havia evoluído.

No entanto, ela continuou sentindo dores e cólicas. Três semanas depois, um ultrassom feito na Maternidade de Campinas confirmou que a mulher permanecia grávida, com pouco mais de sete semanas, e que o feto se desenvolvia normalmente.

Em entrevista ao G1 Campinas, a mulher relatou medo de retornar ao Hospital Estadual de Sumaré e reclamou do atendimento que recebeu na unidade. Ela também afirmou estar ansiosa com a chegada da filha, prevista para outubro.

Direção do HES afirma que abriu sindicância
Em nota emitida nesta terça-feira (29), a direção do Hospital Estadual de Sumaré lamentou o ocorrido e informou que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta da equipe responsável pelo atendimento. Caso sejam constatadas irregularidades, segundo a direção, “todas as medidas cabíveis serão adotadas”.

O HES informou ainda que a paciente segue fazendo acompanhamento de pré-natal no próprio Hospital Estadual, localizado na Avenida da Amizade, em Nova Veneza. A próxima consulta está marcada para esta quinta-feira, dia 1º.

O hospital acrescentou que “acolheu a paciente e seus familiares, prestando todo o apoio e os esclarecimentos necessários relativos ao pré-natal”. A nota também afirma que o HES “passa por constante atualização de seus processos assistenciais para reforçar seu compromisso com a oferta de um atendimento qualificado, humanizado e seguro à população”.

Relembre o caso divulgado em agosto
Em agosto, a TV TODODIA noticiou que uma mulher de 37 anos havia recebido um diagnóstico possivelmente equivocado de aborto espontâneo e passado por uma curetagem com o bebê ainda vivo. O procedimento ocorreu em 12 de julho, no próprio Hospital Estadual.

Um mês depois, a mulher descobriu que continuava grávida. A gestação passou a ser considerada de alto risco porque ela perdeu líquido amniótico durante a curetagem, possivelmente em razão da perfuração da bolsa amniótica.

Mesmo diante do risco, a mulher decidiu levar a gestação adiante, na esperança de que a criança se desenvolvesse e nascesse com saúde.

Na divulgação do primeiro caso, a direção do Hospital Estadual também reconheceu a possibilidade de erro médico, informou ter aberto um procedimento interno para investigar o atendimento e disse que continuava prestando acompanhamento pré-natal à paciente.

Questionada novamente sobre o andamento da gestação da primeira paciente, a assessoria do Hospital Estadual não atualizou as informações até o fechamento desta reportagem.

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