
Com três casos confirmados em humanos e 112 em gatos em 2026, a Secretaria de Saúde de Sumaré intensificou a capacitação das equipes para a prevenção, a identificação e o controle da esporotricose no município.
Em parceria, as Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses promoveram na sexta-feira (25) um treinamento sobre a doença para os Agentes de Combate a Endemias. A atividade ocorreu na Sala de Conferências do Centro Administrativo de Nova Veneza e reuniu mais de 30 profissionais.
O treinamento foi ministrado pela médica-veterinária da Vigilância em Zoonoses, Jéssica Rocha; pela enfermeira e gerente da Vigilância Epidemiológica, Elane Granja; e pelo coordenador da Educação Continuada, Rafael Silvério.
O conteúdo incluiu dados epidemiológicos, formas de transmissão, manifestações clínicas em humanos e animais, prevenção, controle, diagnóstico e tratamento da doença.
Saiba mais sobre a doença
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do complexo Sporothrix. O fungo pode estar presente no ambiente, em matéria orgânica em decomposição, flores e troncos de árvores.
O gato doméstico é o principal reservatório e uma importante fonte de transmissão para os seres humanos. O contágio pode ocorrer por arranhões, mordidas ou contato direto com lesões de animais infectados.
Ação levou conhecimentos aos profissionais de campo
O objetivo do treinamento foi ampliar o conhecimento das equipes da Rede Municipal de Saúde, fortalecer as ações de prevenção e controle da esporotricose e aprimorar a identificação e o encaminhamento de casos, com foco na proteção de pessoas e animais.
Para a secretária-adjunta de Saúde de Sumaré, Denise Barja, ações como essa “fortalecem a atuação dos Agentes de Endemias e melhoram a eficiência no diagnóstico precoce dos casos de esporotricose”.
Segundo Denise, o conhecimento adquirido permite que os profissionais identifiquem animais ou moradores com lesões suspeitas durante as visitas casa a casa, orientem melhor as famílias e encaminhem os pacientes para o atendimento adequado. “O trabalho integrado entre os serviços é fundamental para o controle da doença no município”, destacou Denise.

Ações nos territórios atendidos
As equipes de Saúde de Sumaré já iniciaram ações de orientação aos moradores e busca ativa de casos nos bairros da Região do Matão, onde foi realizada a primeira pesquisa de campo.
A Secretaria de Saúde pretende manter a atividade de forma contínua e ampliar a atuação para áreas com maior número de registros de esporotricose, conforme a disponibilidade das equipes.
A pesquisa busca identificar casos suspeitos em humanos e animais, além de orientar os moradores sobre as formas de prevenção, os sinais da doença e os fluxos de atendimento da rede municipal.
Casos em humanos e animais em Sumaré
Em 2026, Sumaré recebeu 16 notificações de suspeita de esporotricose humana, das quais três foram confirmadas. Em 2025, o município registrou 24 notificações e 13 casos confirmados.
Entre os animais, Sumaré registrou, até o momento, 112 notificações de esporotricose em gatos em 2026. As Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses acompanham a situação de forma permanente e intensificam as ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle.
Atendimento para casos humanos
A Saúde de Sumaré adotou um fluxo padronizado para garantir o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento dos casos suspeitos de esporotricose humana.
As Unidades de Saúde avaliam clinicamente os pacientes com suspeita da doença, fazem a notificação por meio da ficha específica de esporotricose humana e encaminham o caso à Vigilância Epidemiológica.
Após a notificação, é feita a coleta de material biológico por swab para confirmação laboratorial. A Vigilância Epidemiológica providencia o recolhimento da amostra e o envio ao laboratório de referência.
O médico responsável pelo primeiro atendimento encaminha o paciente ao Cresser (Centro de Referência em Saúde Sexual e Reprodutiva), onde é feita a dispensação da medicação e, quando necessário, o acompanhamento com médico infectologista.
Pessoas que apresentem lesões ou outros sintomas compatíveis com a doença após contato com animais infectados devem procurar uma Unidade de Saúde. O diagnóstico precoce favorece o sucesso do tratamento e contribui para o controle da transmissão.
Atendimento para animais
O atendimento aos animais contaminados segue um fluxo integrado entre os serviços municipais.
A Unidade de Vigilância de Zoonoses é responsável pelo monitoramento da doença, pelo mapeamento das áreas com registros de casos, pela realização de exames diagnósticos, pelas notificações e pelo fornecimento de medicamentos.
Na sequência, a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal realiza as consultas veterinárias, a coleta de exames e o acompanhamento clínico dos animais.
A Secretaria de Saúde orienta os tutores a procurar atendimento veterinário ao identificar lesões suspeitas em gatos. A população também deve evitar o contato direto com animais que apresentem feridas suspeitas e buscar orientação dos serviços municipais.





