MAC Americana tem sessão de ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’ nesta segunda (9)
É uma excelente opção para os cinéfilos de Americana e região", afirma o secretário de Cultura e Turismo, Vinicius Ghizini
“Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), segundo longa-metragem de Glauber Rocha e obra central da primeira fase do cinema novo, será exibido segunda-feira (9), às 19h30, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Americana. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 14 anos. O MAC fica no Centro de Cultura e Lazer (CCL), à Avenida Brasil, 1.293, Jardim São Paulo.
O filme narra a trajetória de Rosa [Yoná Magalhães (1935-2015)] e seu marido, o vaqueiro Manuel [Geraldo del Rey (1930-1993)], que assassina o patrão explorador. Quando um dos capangas do coronel mata sua mãe, Manuel resolve seguir o beato Sebastião e seus fiéis. Rosa, sempre cética, tenta dissuadi-lo da vida santa mas Manuel se dedica ardorosamente ao beato, compartilhando com ele um sacrifício de uma criança. Rosa, desesperada, assassina o beato enquanto Antônio das Mortes arrasa todos os seguidores de Sebastião e o casal, mais uma vez, se entrega ao destino do sertão, encontrando Corisco, o diabo loiro.

Este aceita a inclusão de Manuel em seu bando e o rebatiza como Satanás. Com o novo nome, Manuel pilha e destrói fazendas, ganhando fama por todo sertão por meio das cantigas de cego Júlio. Novamente Antônio das Mortes entra em cena para iniciar a “grande guerra”, matando Corisco e seu bando, para que Manuel e Rosa rumem em direção ao mar da redenção.
No filme, Glauber Rocha coloca em prática os princípios da “estética da fome”, por meio do drama rural marcado pela violência simbólica de um cinema revolucionário, feito a partir da precariedade de condições materiais. A obra acumula reconhecimentos como o Prêmio Especial do Júri no Festival de Acapulco de 1966, Prêmio Governador do Estado (1964) de Melhor Música para Sergio Ricardo.
“‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’ é uma referência obrigatória para quem deseja compreender a fundo o cinema brasileiro moderno, fomentando uma série de análises formais de imagem, som e narrativa. É uma excelente opção para os cinéfilos de Americana e região”, declarou o secretário de Cultura e Turismo, Vinicius Ghizini.
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