Em Hortolândia, vice-presidente Geraldo Alckmin reúne dezenas de lideranças pró-Lula
Encontro articulado pelo ministro Luiz Marinho reuniu prefeitos, vereadores e ex-gestores de diferentes partidos; vice-presidente também comentou jornada de trabalho, investimentos e cenário eleitoral

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), participou na sexta-feira (16), em Hortolândia, de um encontro com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e ex-gestores municipais de São Paulo em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento foi realizado no espaço 101 Hall e articulado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), com a participação de lideranças de diferentes partidos, incluindo PSDB, PSD, União Brasil e MDB.
Durante o encontro, Alckmin demonstrou confiança na vitória de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O vice-presidente também abordou a redução da jornada de trabalho, os investimentos estrangeiros no Brasil e as políticas públicas do governo federal.

Alckmin aposta em crescimento eleitoral
Ao comentar a disputa presidencial, Alckmin afirmou que a campanha está confiante na possibilidade de ampliar a votação de Lula. Segundo ele, pesquisas indicariam crescimento do apoio ao presidente na última semana, e a campanha pretende mobilizar eleitores que não compareceram ao primeiro turno. “Então, nós estamos absolutamente confiantes, com humildade, com respeito, conquistar votos”, declarou.
O vice-presidente também citou indicadores econômicos e sociais para defender a continuidade do governo. Entre os pontos mencionados estão a redução do desemprego e do desmatamento, além de avanços na educação, na saúde e na renda da população.
Alckmin ainda afirmou que o Brasil vem melhorando sua posição entre as maiores economias do mundo e defendeu a continuidade da gestão Lula.

Redução da jornada de trabalho
A extinção da escala 6×1 e seus possíveis efeitos para trabalhadores e empresas também foram abordados pelo vice-presidente. Alckmin afirmou que a redução da jornada é uma tendência internacional, impulsionada por mudanças nas relações de trabalho e pelo avanço tecnológico.
Segundo ele, a legislação que estabeleceu a jornada semanal atual foi definida na Constituição de 1988 e precisa considerar as transformações ocorridas desde então. “Então, no mundo inteiro, você tem uma jornada menor. Então, é natural que haja esse caminho”, afirmou.
Alckmin também destacou a participação das mulheres no mercado de trabalho e avaliou que diversos setores já adotam escalas com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Saúde e aposentadorias
Ao comentar possíveis convergências com setores da direita, Alckmin defendeu as políticas sociais do governo Lula e comparou a atuação da atual gestão com a do governo anterior nas áreas de educação e saúde.
Ele citou programas como Mais Médicos e Farmácia Popular, além de ações de vacinação, e afirmou que o envelhecimento da população aumenta a necessidade de investimentos em saúde.
Na área previdenciária, o vice-presidente defendeu que eventuais ajustes não prejudiquem quem recebe o salário mínimo. Como alternativa, apontou a necessidade de combater desperdícios e privilégios. “É isso que o presidente Lula vai fazer: continuar reformas que beneficiem a população”, afirmou.

Investimentos e comércio exterior
Alckmin também destacou a atração de investimentos estrangeiros e as perspectivas para setores como petróleo, terras raras e indústria farmacêutica. Segundo ele, o Brasil está entre os principais destinos mundiais de investimento externo direto.
O vice-presidente mencionou ainda a ampliação de mercados para produtos brasileiros e o acordo entre Mercosul e União Europeia como fatores que podem favorecer as exportações.
Outro ponto citado foi a implantação do portal único de comércio exterior, prevista para até dezembro. De acordo com Alckmin, a ferramenta deverá reduzir em R$ 40 bilhões o chamado “Custo Brasil”.
Ao encerrar a participação, ele reforçou a importância de dialogar com os eleitores e preservar a democracia.
Alckmin descarta antecipar escolha de ministros
Questionado sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda em um eventual quarto mandato de Lula, Alckmin evitou comentar uma eventual composição de governo antes do resultado eleitoral. “Olha, escolher ministro antes da eleição dá um azar danado. Isso é coisa para o adversário”, respondeu.
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