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TODODIA 24 de outubro de 2026

Acordo vai evitar demissão em massa no setor de bares e restaurantes

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A Abrasel RMC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas) fechou ontem (19) acordo com o Sinhotel (Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro da Região de Campinas) para evitar demissão em massa no setor.

O acordo coletivo de trabalho busca garantir a manutenção do emprego no setor, “de forma com que os funcionários e empregadores consigam esperar o apoio do governo federal”, aponta a Abrasel.

O acordo vale por 90 dias, pode ser prorrogado e contempla remuneração proporcional, parcelamento e antecipação das férias coletivas.

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O acordo inclui ainda licença não remunerada de 30 dias e redução temporária de jornada e salário. Segundo a Abrasel, o acordo evita a demissão de 30 mil trabalhadores da região, em decorrência da queda de atividades por conta do coronavírus.

A Abrasel estima que o movimento e faturamento de bares e restaurantes na RMC sofreu queda de até 90%, sem contar ainda o fechamento dos shoppings.

Na região, o Sinhotel cobre trabalhadores de Hortolândia e Sumaré, que serão beneficiados pelo acordo com a Abrasel RMC, que representa cerca de 12 mil estabelecimentos e 60 mil trabalhadores – metade na cidade de Campinas.

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A Abrasel ainda entregou a Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas, pedido de carência e parcelamento do ISS (Imposto Sobre Serviço), parcelamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), linhas de crédito para capital de giro e suspensão de cobrança de tarifas municipais (taxa de coleta de lixo, entre outras).

Representantes da prefeitura e da Abrasel RMC vão ajustar as demandas para tentar viabilizar os pedidos realizados. “Os pequenos e médios empresários, sem recursos, não têm condições financeiras para suportar mais duas semanas sem a ajuda”, disse o presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason.

A Abrasel RMC pediu ao governo do Estado que aceite parcelamento do ICMS; parcelamento dos 40% do Estado referentes ao Simples, dentre outros pedidos. Também pediu ajuda ao governo federal, para que a União resgate o setor com o pagamento dos salários dos empregados durante seis meses.

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Pedro Heiderich TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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