Por: João Ulysses Laudissi
A minha atenção sobre as coisas inicia com a apreciação da imagem que antecede a apreciação do material que, por sua vez, antecede a apreciação da ideia, e por fim, o que vejo é a matéria.
A imagem, no meu modo de ver as coisas, é uma representação fabulosa pela qual se torna mais vivo o material e a sua relevância através da observação dos detalhes e da sensibilidade, como o aroma de um perfume.
Material é o conjunto dos objetos que compõem ou formam uma obra, ou seja, a parte palpável da coisa, independentemente de seu valor, como um agente aromático de um perfume. Sintetizando, sem a existência do aroma não ficamos despertados para o agente aromático.
Sobre a ideia, Albert Einstein dizia que: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Depois que sentimos o aroma e observamos os detalhes do seu agente aromático, os nossos espíritos opinam e apreciam inusitadas representações das formas das coisas.
Por fim, matéria é o que causa, permanentemente, todas as nossas sensações, ou seja, o motivo que nos conduz à ação, pois depois da imagem, do material e da ideia só nos resta o que é palpável e tem corpo e forma.
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