O chamado da inovação na saúde: integração é a palavra de ordem para 2024
Por Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da multinacional brasileira FCamara
Integração é a palavra que promete se consolidar como tendência no setor da saúde este ano. Minhas recentes observações têm confirmado esse fato, especialmente devido à crescente busca dos provedores por unificar as jornadas física e digital, impulsionando experiências contínuas e coesas para os pacientes.
No entanto, é fundamental reconhecer que, embora o foco esteja voltado à integração das jornadas do paciente, isso não se limita a esse aspecto, indo um pouco além: para promover uma experiência integrada, as parcerias entre grandes players da saúde também se tornam estratégicas. Assim, ganham destaque pilares como a interoperabilidade, inovação e eficiência, delineando um panorama onde a excelência nos cuidados de saúde é moldada pela convergência entre esses elementos-chave.
Alguns exemplos claros dessas parcerias relevantes para o mercado incluem a união entre Fleury, Beneficência Portuguesa e Atlântica Hospitais para a criação de uma empresa especializada em oncologia; a parceria da Oncoclínicas com planos de saúde para reforçar a receita; e o mais recente anúncio da joint venture entre a Atlântica Hospitais e a Rede Mater Dei de Saúde para a construção de um hospital em São Paulo. Essas iniciativas demonstram que a integração também é acompanhada pelo pilar da colaboração, e as duas juntas vêm se firmando como estratégia de um mercado tão competitivo.
Outro grande protagonista deste cenário são as healthtechs. São elas as responsáveis por viabilizar a integração entre a jornada física e digital na saúde, com soluções que simplificam processos e aproximam ainda mais pacientes e equipe médica. Neste sentido, eu poderia citar vários exemplos dessas soluções tão importantes, mas vou me ater aos apps de saúde. Além dos aplicativos de telemedicina e gestão de cuidados, dou destaque àqueles específicos para exames à distância. É o caso do N9, um dispositivo desenvolvido pela empresa israelense Nonagon e introduzido no mercado brasileiro pela IL Health. Ele tem capacidade de realizar nove tipos de exames físicos não invasivos, oferecendo a possibilidade de conexão eficiente com outros sistemas de saúde utilizados pelo paciente.
Com até 50 tipos diferentes de sistemas de saúde e diferentes padrões de linguagem e procedimento, fica clara a necessidade da interoperabilidade. Ela chega como facilitadora, traduzindo esses padrões variados para uma linguagem única, e permitindo que sistemas diversos se comuniquem de maneira fluida, expandindo o horizonte com novas abordagens de saúde e bem-estar.
Esse processo viabiliza a comunicação entre plataformas com sistemas HIS, como TASY e MV, facilitando a identificação de diferentes fases de atendimento do paciente, seja essa uma consulta médica no hospital ou a compra de um medicamento na farmácia.
As jornadas física e digital se entrelaçam o tempo todo, e parcerias entre hospitais estão ganhando solidez; o resultado é a integração, minha principal aposta para este ano, debaixo de todos os holofotes.
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