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TODODIA 31 de outubro de 2026
Polícia
POR HOMICÍDIO

Idoso é condenado a 12 anos por atropelar e arrastar motociclista em Nova Odessa

Mãe da vítima relatou a dor da perda durante sessão acompanhada por familiares

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O homem de 71 anos condenado a 12 anos de prisão pela morte do motociclista Flávio Henrique Cardoso, de 32, deixou algemado o Fórum de Nova Odessa e foi levado à prisão nesta quinta-feira (29), após o julgamento pelo Tribunal do Júri, presidido pela juíza Melina Alonso Scherma Locatelli.

O caso ocorreu em setembro de 2021, após uma discussão de trânsito. A família de Flávio acompanhou a sessão, marcada por momentos de emoção. A mãe da vítima falou sobre a dor de perder o filho e os anos de sofrimento desde o atropelamento.

Mãe da vítima acompanhou o julgamento. Foto: Cristiani Azanha/TV TODODIA

A família foi acompanhada pela advogada Andreza Senna, que atuou como assistente de acusação ao lado do MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

Discussão de trânsito terminou em atropelamento
O crime ocorreu em 21 de setembro de 2021, por volta das 14h, no cruzamento da Rua Pedro Parras de Camargo com a Rua Joaquim Sanches, no Jardim do Éden. Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado dirigia um Toyota Etios cinza quando discutiu com Flávio, que pilotava uma Honda CG 150 Titan.

Durante o desentendimento, o motorista teria jogado o carro contra a motocicleta. Flávio caiu com o impacto, mas, segundo a acusação, o condutor continuou acelerando e arrastou o motociclista e a moto por vários metros.

Na sequência, o motorista fugiu em alta velocidade sem prestar socorro. Marcas analisadas pelo Instituto de Criminalística indicaram que o veículo deslizou por aproximadamente 24 metros na contramão.

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Vítima ficou acamada por mais de dois anos
Flávio foi socorrido em estado gravíssimo e intubado no Hospital Municipal de Nova Odessa. Depois, foi transferido para o Hospital de Sumaré. Em consequência das lesões, permaneceu acamado e dependente da ajuda de terceiros por mais de dois anos.

Ele morreu em 17 de março de 2024, em decorrência das complicações permanentes provocadas pelo atropelamento. Inicialmente, o caso foi registrado como tentativa de homicídio. Após a morte da vítima, a promotora Mariana Bernardes Andrade e Silva aditou a denúncia, que passou a tratar de homicídio consumado qualificado por motivo fútil.

Defesa apresentou outra versão dos fatos
Durante o processo, os advogados Renan Farah e Jean Carlos de Oliveira, representantes do acusado, afirmaram que trabalhariam pela absolvição. A defesa sustentou que o episódio começou com uma discussão de trânsito e alegou que Flávio teria perseguido o motorista.

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Segundo o advogado Renan Farah, o cliente chegou a pedir desculpas, mas, durante a discussão, o motociclista teria caído debaixo do carro.

Ministério Público vai analisar decisão
A promotora Mariana Bernardes Andrade e Silva informou que pretende analisar o resultado do julgamento até terça-feira (3), para avaliar os próximos encaminhamentos.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público havia solicitado a fixação de uma indenização mínima de 100 salários mínimos à família. O pedido considera os gastos médicos, os cuidados contínuos prestados a Flávio durante o período em que permaneceu acamado e os danos morais decorrentes da perda.

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Cristiani Azanha TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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