Bolsonaro vira réu por incitação ao estupro
Ex-presidente é investigado por dizer à deputada Maria do Rosário (PT) que não a estupraria porque ela ‘não merece’
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se tornou réu no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) por incitação ao crime de estupro, após ter dito para a deputada Maria do Rosário (PT) que ela não merecia ser estuprada, por ser “muito feia” e porque ela “não faz seu tipo”.
A decisão foi do juiz Omar Dantas de Lima. Nas redes sociais, Bolsonaro disse que se trata de uma “perseguição política”. No entanto, a ação penal aberta pelo órgão não representa uma condenação, mas sim, que ele passou a ser considerado formalmente acusado e a Justiça pode considerá-lo culpado ou não.
Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em dezembro de 2014. Na época, Ela Wiecko, vice-procuradora-geral da República, afirmou que a declaração de Jair indicava que um homem pode estuprar uma mulher que ele “entenda ser merecedora do estupro”.
O ex-presidente chegou a se tornar réu, mas o processo foi suspenso em fevereiro de 2019, por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, já que Bolsonaro estava cumprindo mandato de presidente e a Constituição impede que o presidente da República, no exercício do mandato, seja processado por atos anteriores.
Já em junho deste ano, ministro Dias Toffoli enviou o processo ao TJDFT. Jair Bolsonaro também foi alvo de uma queixa-crime da deputada, pelo mesmo caso, mas o processo foi arquivado em julho de 2023.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Governo estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoral
MPT recebeu 1.140 denúncias nos últimos três dias
‘Verdadeiro presidente do Brasil’: em carta à nação, Flávio Bolsonaro contesta eleição e alega fraude
Derrotado por Lula (PT), o ex-candidato do PL à Presidência da República diz que vai liderar oposição mesmo estando nos EUA
Democratas dos EUA criticam visto concedido a Flávio Bolsonaro
Comitê compara o tratamento dado ao senador e à família com a política migratória aplicada a pessoas que fogem de conflitos