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TODODIA 20 de outubro de 2026
Polícia
JUSTIÇA

Tutores de cães mortos em carro de pet shop em Americana pedem R$ 150 mil por danos morais

Segundo o advogado da família, Rafael Possobon, o pedido se baseia na má prestação de serviços, já que o estabelecimento tinha a guarda dos animais, mesmo que provisória

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O pedido se baseia na má prestação de serviços, já que o estabelecimento tinha a guarda dos animais, mesmo que provisória. Foto: Reprodução

Os tutores de três cães que morreram dentro de um carro de pet shop em Americana em setembro entraram com uma ação na Justiça pedindo indenização de R$ 150 mil por danos morais.

Guarda provisória
Segundo o advogado da família, Rafael Possobon, o pedido se baseia na má prestação de serviços, já que o estabelecimento tinha a guarda dos animais, mesmo que provisória. “A responsabilidade recai sobre eles, inclusive conforme o Código de Defesa do Consumidor, e a falha que resultou na morte dos cães enseja reparação de danos de acordo com o Código Civil”, explicou Possobon. O valor da indenização leva em conta a dor e o sofrimento dos tutores e também tem o objetivo de servir de exemplo para que outros estabelecimentos evitem situações semelhantes.

Impacto
O impacto emocional para a família é profundo. Uma das tutoras, de 71 anos, estava em contato diário com os animais, que eram parte de sua rotina e companhia. A perda, portanto, não se limita ao valor financeiro, mas envolve o sofrimento causado pela ausência dos cães.

Possobon ressaltou que casos semelhantes na Justiça paulista envolvem, no máximo, a morte de um ou dois animais, tornando este episódio sem precedentes. A expectativa é de que a Justiça reconheça a importância da vida dos animais e a necessidade de reparação pelo dano causado, ao mesmo tempo em que a decisão sirva de alerta para outros estabelecimentos.

Defesa do pet shop
Sobre a defesa do pet shop, o advogado informou que ainda é cedo, pois a ação acabou de ser proposta e o estabelecimento ainda não foi intimado. O processo pode levar anos até uma decisão definitiva, dependendo da coleta de provas e do andamento na Justiça.

Caso é visto como grave
A vereadora e ativista Roberta Lima, que acompanha o caso por meio da equipe “Cadeia para Maus Tratos”, destacou a gravidade do episódio e a perda irreparável para a família. Ela reforçou que, embora o valor da indenização não compense a dimensão emocional do ocorrido, a ação judicial é uma forma de buscar justiça e alertar outros estabelecimentos sobre a responsabilidade no cuidado com animais. Para Roberta, toda vida importa, humana ou animal, e a atuação da Justiça deve refletir essa responsabilidade.

Defesa do pet shop se pronuncia
Em nota, os advogados do pet shop informaram que a cliente ainda não foi citada em eventual processo e que a defesa ainda não teve acesso aos autos, razão pela qual não é possível emitir qualquer manifestação neste momento.

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Diego Rodrigues TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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