Jovem autista de Cosmópolis supera desafios, se forma em enfermagem e inspira outras famílias
Diagnosticada aos 18 anos, Eliandra Necker transformou uma trajetória marcada por bullying e dificuldades em exemplo de inclusão, superação e conquista
Em meio ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, a história de Eliandra Necker, de 25 anos, ganha destaque em Cosmópolis como exemplo de superação, inclusão e conquista.
Diagnosticada com autismo apenas aos 18 anos, a jovem enfrentou uma infância marcada por dificuldades de aprendizagem, problemas de saúde e episódios de bullying. “Eu sempre sofri muito bullying na escola. Foi a parte mais difícil”, relembra Eliandra.
A mãe, Regiane Necker, conta que o diagnóstico demorou a ser fechado, mesmo diante de sinais desde cedo. “Demorou quase dois anos pra fechar o diagnóstico. Passei por mais de dez médicos até encontrar um especialista”, afirma.
Descoberta e propósito
Apesar dos desafios, a família manteve o acompanhamento e o suporte educacional ao longo de toda a trajetória escolar. Foi na área da saúde que Eliandra encontrou um propósito e decidiu seguir carreira na enfermagem.
“Você tem que amar aquilo que faz. Eu sempre gostei da área da saúde”, diz.
A faculdade trouxe novos obstáculos, especialmente nas avaliações e na adaptação ao ambiente acadêmico. Ainda assim, ela persistiu. “Era desafiador quando chegava as provas, mas não são impossíveis. Eu consegui.”
Conquista que emociona
A formatura representou mais do que a conclusão do curso. Para a família, foi a concretização de uma trajetória de luta. “Não foi uma formatura, foi um sonho realizado, uma superação de uma vida”, destaca Regiane.
Hoje formada, Eliandra já planeja os próximos passos. Ela quer fazer pós-graduação em enfermagem obstétrica e mantém outro objetivo profissional. “Eu ainda quero fazer medicina. Eu sei que vou chegar lá.”

Impacto além da família
A história também inspirou a criação da ADAC (Associação de Deficientes e Autistas de Cosmópolis), voltada ao acolhimento de famílias atípicas. A proposta da iniciativa é oferecer apoio e compartilhar experiências. “Por que não criar outras histórias como a da Eliandra? A gente quer acolher outras famílias”, explica a mãe.
Neste Abril Azul, a mensagem deixada por Eliandra é de incentivo. “Não tenha medo. Você é capaz de chegar onde quiser”, afirma.
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