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TODODIA 25 de outubro de 2026
SEGUNDO CASO DO TIPO

Mulher descobre que continua grávida após passar por curetagem no Hospital Estadual de Sumaré

Aos 40 anos, paciente está na 35ª semana de gestação; este é o segundo caso semelhante envolvendo a unidade a vir a público neste ano

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Uma mulher de 40 anos teria passado por uma curetagem malsucedida no HES (Hospital Estadual de Sumaré Dr. Leandro Franceschini) e continua grávida. Este é o segundo caso semelhante envolvendo a unidade, referência regional do SUS (Sistema Único de Saúde), a vir a público neste ano.

Atualmente na 35ª semana de gestação, a mulher passou pelo procedimento no útero em 25 de fevereiro deste ano, ainda no início da gravidez. Na ocasião, exames realizados no hospital indicaram que a gestação não havia evoluído.

Hospital Estadual de Sumaré é citado em dois casos de curetagem com diagnóstico questionado neste ano. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA.

No entanto, ela continuou sentindo dores e cólicas. Três semanas depois, um ultrassom feito na Maternidade de Campinas confirmou que a mulher permanecia grávida, com pouco mais de sete semanas, e que o feto se desenvolvia normalmente.

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Em entrevista ao G1 Campinas, a mulher relatou medo de retornar ao Hospital Estadual de Sumaré e reclamou do atendimento que recebeu na unidade. Ela também afirmou estar ansiosa com a chegada da filha, prevista para outubro.

Direção do HES afirma que abriu sindicância
Em nota emitida nesta terça-feira (29), a direção do Hospital Estadual de Sumaré lamentou o ocorrido e informou que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta da equipe responsável pelo atendimento. Caso sejam constatadas irregularidades, segundo a direção, “todas as medidas cabíveis serão adotadas”.

O HES informou ainda que a paciente segue fazendo acompanhamento de pré-natal no próprio Hospital Estadual, localizado na Avenida da Amizade, em Nova Veneza. A próxima consulta está marcada para esta quinta-feira, dia 1º.

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O hospital acrescentou que “acolheu a paciente e seus familiares, prestando todo o apoio e os esclarecimentos necessários relativos ao pré-natal”. A nota também afirma que o HES “passa por constante atualização de seus processos assistenciais para reforçar seu compromisso com a oferta de um atendimento qualificado, humanizado e seguro à população”.

Relembre o caso divulgado em agosto
Em agosto, a TV TODODIA noticiou que uma mulher de 37 anos havia recebido um diagnóstico possivelmente equivocado de aborto espontâneo e passado por uma curetagem com o bebê ainda vivo. O procedimento ocorreu em 12 de julho, no próprio Hospital Estadual.

Um mês depois, a mulher descobriu que continuava grávida. A gestação passou a ser considerada de alto risco porque ela perdeu líquido amniótico durante a curetagem, possivelmente em razão da perfuração da bolsa amniótica.

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Mesmo diante do risco, a mulher decidiu levar a gestação adiante, na esperança de que a criança se desenvolvesse e nascesse com saúde.

Na divulgação do primeiro caso, a direção do Hospital Estadual também reconheceu a possibilidade de erro médico, informou ter aberto um procedimento interno para investigar o atendimento e disse que continuava prestando acompanhamento pré-natal à paciente.

Questionada novamente sobre o andamento da gestação da primeira paciente, a assessoria do Hospital Estadual não atualizou as informações até o fechamento desta reportagem.

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Vagner Salustiano Repórter do TODODIA.
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