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TODODIA 23 de outubro de 2026
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FGTS pode ficar sem recursos suficientes para habitação popular a partir de 2022

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O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não terá recursos suficientes para financiar a habitação popular a partir de 2022, segundo o presidente do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário de SP), Basílio Jafet. Segundo ele, isso em parte ocorre pela liberação do saque de recursos feita pelo governo Jair Bolsonaro a partir desta sexta-feira (13) e pelo governo de Michel Temer.

“Deixa o fundo de garantia sem reserva para nada. [Em primeiro lugar, o] Fundo tem a função de ajudar trabalhador na hora difícil; [em] segundo, habitação, infraestrutura e saneamento”, afirmou Jafet em evento do setor imobiliário em São Paulo. “Nos nossos cálculos, mal e mal vamos conseguir financiar a habitação econômica [MCMV entre 2020 e 2021]. Em 2022, não dará para financiar”, disse.

Ele seguiu as críticas feitas por Ricardo Valadares, presidente da incorporadora Direcional. Valadares se disse contrário aos saques, que privilegiam o uso de curto prazo dos recursos, com consumo. “São recursos escassos de longo prazo sendo colocados no bolso da população para gasto de curto prazo”, critica Valadares.

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“Não vai haver impacto nos próximos dois anos, mas será que a gente não podia fazer mais?”, questiona. Para Gilberto Abreu, presidente da Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário), é preciso cuidar do FGTS, porque tem recursos escassos. “A grande questão é que por ser limitado, não vai ser caminho para novos saltos de financiamento”, afirma

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