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TODODIA 27 de outubro de 2026

Guedes fala em novas bandeiras de energia para evitar racionamento

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Guedes disse que “estamos vindo com bandeiras novas”, mas não detalhou se estava se referindo a eventual criação de mais um patamar de bandeira tarifária em nível mais elevado do que os existentes hoje 

Em reunião com representantes da Fiesp, o ministro afirmou que a situação hídrica gerou um choque na inflação ( Foto: Agência Brasil)

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quarta-feira (23) que a aplicação de novas bandeiras tarifárias, que elevam o custo da conta de energia elétrica, tem o objetivo de evitar um racionamento no país.

Guedes disse que “estamos vindo com bandeiras novas”, mas não detalhou se estava se referindo a eventual criação de mais um patamar de bandeira tarifária em nível mais elevado do que os existentes hoje.

Em reunião com representantes da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), o ministro afirmou que a situação hídrica gerou um choque na inflação.

“Nossa inflação deu um salto, indo a 8% em 12 meses, exatamente por causa de comida e energia. Energia, porque agora estamos vindo com bandeiras novas para evitar o racionamento lá na frente, está havendo uma racionalização no uso agora, e isso é um choque. Vai haver um choque na energia e um choque de alimentos”, afirmou.

De acordo com o ministro, a entrada em vigor da autonomia formal do Banco Central é uma maneira de evitar que esses choques temporários sejam transformados em aumento permanente de preços.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deverá aprovar, na próxima semana, um reajuste das bandeiras tarifárias, um valor adicional que encarece as contas de luz sempre que o custo de geração da energia sofre alta.

A tendência, segundo técnicos que participam das discussões com o governo, é a de que o conselho diretor da agência aprove um aumento que varia entre 40% e 60% das bandeiras -o que acarretará um aumento entre 15% e 20% na conta de luz.

Os números ainda estão sendo fechados pelos técnicos da agência e devem vigorar a partir de julho. A expectativa é que permaneçam nesse patamar até o final do ano.

Na bandeira verde não há adicional para cada quilowatt-hora consumido. Na amarela, esse extra é R$ 1,34 para cara 100 kWh (quilowatt-hora). Na bandeira vermelha, há dois patamares -R$ 4,16 (nível 1) e R$ 6,24 (nível 2).

Diante da mais grave crise hídrica dos últimos 91 anos, a Aneel impôs a bandeira vermelha 2 em junho.

Caso o aumento se confirme, o preço a mais do kWh passaria dos atuais R$ 6,24 para cerca de R$ 10. Esse movimento exercerá mais pressão sobre a inflação.

Na videoconferência com a Fiesp, o ministro afirmou que apesar das críticas em relação à medida que trata da privatização da Eletrobras, aprovada nesta semana, o saldo é “vastamente positivo”.

“Não vamos chorar muito pela Eletrobras porque a meta de liberalização do mercado de energia continua e nós vamos chegar lá”, afirmou.

Guedes ainda afirmou que patamar de equilíbrio do câmbio possivelmente está abaixo do valor atual. Nesta terça-feira (22), o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em um ano. “Eu acho que vai descer bem mais à medida em que todo mundo perceber que a politica é consistente”, disse. 

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Fagner Ramos TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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