Eduardo Paes pede desculpas por cantar sem máscara em roda de samba, no Rio
Máscara entre os dedos da mão esquerda e microfone na direita, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), canta em uma roda de samba O bêbado e a Equilibrista. Também sem máscara, uma mulher aproxima-se para uma foto. O prefeito usa a mão esquerda, a da máscara, para receber uma tulipa de cerveja.
A cena, registrada na sexta-feira (7) para um programa sobre gastronomia, causou protestos nas redes sociais, levando o prefeito a se desculpar na manhã desta segunda-feira (10).
“Errei e me desculpo. Recebi um convite há cerca de um mês do chefe Pedro Artagão para gravar um programa que ele está fazendo sobre a gastronomia de diferentes bairros do Rio. Pedro me convidou para um giro pelo centro do Rio, local incrível e que buscamos recuperar”, postou.
Em uma sequência de seis postagens, Paes alegou que a gravação foi feita dentro das regras para combate à pandemia, tendo-se esperado pela flexibilização das restrições.
“Com as várias medidas restritivas impostas resolvemos gravar o programa quando elas já tivessem sido mais flexibilizadas, o que aconteceu na última sexta-feira. Andando pela rua do Senado passamos por um bar tradicional da região e que respeitava todas as normas estabelecidas pela prefeitura”, declarou.
A prefeitura anunciou na sexta-feira (7) o relaxamento das regras, permitindo funcionamento de bares e restaurantes sem restrição de horário, com música ao vivo até as 23h.
Paes, que já contraiu covid-19 duas vezes, -a segunda delas em abril-, pediu desculpas por tirar a máscara para cantar.
Além disso, retirei minha máscara por algum tempo enquanto cantava. Me desculpo com a população por esse gesto. O coronavírus é uma doença grave (estou vendo isso muito de perto) e estamos longe do fim da pandemia”.
O prefeito defendeu as medidas adotadas para contenção da doença. “Respeitar as restrições colocadas pela prefeitura é essencial para continuarmos avançando no combate à doença. É possível e devemos frequentar nossos bares e restaurantes, mas sempre com os limites colocados”, escreveu o prefeito.
E concluiu recomenando que os negacionistas não se animem com seu deslize porque o erro não o inibirá na aplicação de medidas restritivas.
“Me desculpo por minha atitude e deixo bem claro aqui que não me inibirei em continuar estabelecendo as medidas necessárias para enfrentar essa doença. Os negacionistas de plantão que não se animem com meu erro”.
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