Dise prende mulher por venda ilegal de medicamento para emagrecimento em Americana e Sumaré
Operação da Dise apreendeu 22 ampolas de Tirzepatida, seringas, máquina de cartão e veículo usado nas entregas
A Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher de 32 anos durante a Operação “Ponto de Encontro”, deflagrada na manhã de segunda-feira (20), em Americana. A ação da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) teve como alvo o comércio ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento, introduzidos clandestinamente no Brasil por meio de contrabando vindo do Paraguai.
A investigada foi autuada por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal. Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após uma denúncia informando que uma entrega de medicamentos contendo Tirzepatida TG15 seria realizada em um posto de combustíveis na Rua Mauro Schiavoni, no Jardim Helena.
Monitoramento da entrega
Durante o trabalho de inteligência, os policiais identificaram o veículo que seria utilizado na entrega, um Volkswagen Up branco registrado em Sumaré. A investigação também apontou que as negociações eram realizadas por meio de um grupo fechado em um aplicativo de mensagens, onde os medicamentos eram anunciados e vendidos.
Os investigadores passaram a monitorar o posto de combustíveis e flagraram a chegada do veículo. A motorista permaneceu dentro do carro, aparentemente aguardando um comprador enquanto utilizava o telefone celular. Na abordagem, os policiais encontraram sobre o banco do passageiro uma caixa térmica com quatro ampolas do medicamento TG15 (Tirzepatida).
De acordo com a Polícia Civil, a mulher confessou que havia vendido o medicamento por R$ 1 mil e que faria a entrega naquele momento.
Apreensão em Sumaré
Após a confissão, os policiais seguiram até a residência da investigada, no bairro Portal Bordon, em Sumaré. No imóvel foram apreendidas outras 18 ampolas de Tirzepatida TG15, além de 39 seringas, um aparelho celular, uma máquina de cartão Mercado Pago e o Volkswagen Up utilizado na entrega.
Ao todo, a operação resultou na apreensão de 22 ampolas do medicamento, cuja comercialização ocorria de forma ilegal.
Prisão em flagrante
Diante das provas reunidas, a cabeleireira foi presa em flagrante por comercializar medicamento de procedência ilegal, crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata de produtos terapêuticos ou medicinais introduzidos clandestinamente no país ou de origem ignorada.
Após os procedimentos na sede da Dise de Americana, a mulher passou por exame cautelar e foi encaminhada para a Cadeia Pública de Monte Mor, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda audiência de custódia.
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