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O Plano Diretor Florestal, desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP para a Prefeitura de Campinas, identificou a necessidade de substituir 60 árvores mortas no Bosque dos Jequitibás. Segundo o estudo, as árvores que apresentam risco de queda estão localizadas nas margens do parque, próximas à grade e às ruas do entorno.
Em 28 de dezembro de 2022, o técnico em eletrônica Guilherme da Silva, de 36 anos, faleceu após uma árvore de grande porte, localizada nas margens do bosque, cair sobre o carro dele, que passava pela rua General Marcondes Salgado, no entorno do parque.
Na última quinta-feira (6), o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) aprovou o manejo das árvores. No entanto, por se tratar de uma área tombada, a autorização final depende do aval do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão estadual responsável pela preservação de bens históricos em São Paulo. Isso ocorre porque o Bosque dos Jequitibás é tombado tanto em nível municipal quanto estadual, sendo necessária a aprovação de ambos os conselhos para qualquer intervenção.
Ainda não há um prazo definido para o início dos trabalhos, pois a prefeitura aguarda o parecer do Condephaat para dar andamento ao plano de substituição das árvores.
Sobre o estudo
O Plano Diretor Florestal do Bosque dos Jequitibás começou a ser elaborado em junho de 2023, após um período de chuvas intensas no início daquele ano. O volume de precipitação foi muito superior à média histórica para o período, o que levou a Prefeitura de Campinas a solicitar um levantamento técnico sobre as condições da vegetação no local.
O estudo visa mapear e avaliar a situação das árvores no Bosque, especialmente em áreas de grande circulação de pessoas. Além disso, o plano prevê diretrizes para o manejo adequado da vegetação e medidas de segurança em caso de eventos climáticos extremos.
Segundo a Prefeitura, a substituição das árvores indicadas no levantamento será realizada por espécies saudáveis e apropriadas para o local, visando manter a cobertura vegetal e garantir a preservação ambiental do Bosque dos Jequitibás.