Saiba como é a prisão de filho de ex-prefeito de Americana
Condenado ao semiaberto, Abdo Najar Omar Neto iniciou cumprimento após decreto de prisão; defesa afirma que vai pedir revisão criminal e sustenta legítima defesa de terceiro
O empresário Abdo Najar Omar Neto, filho do ex-prefeito de Americana Omar Najar, apresentou-se ao CR (Centro de Ressocialização) de Sumaré para iniciar o cumprimento da pena por disparo de arma de fogo. A prisão havia sido decretada em 23 de fevereiro, após um oficial de Justiça não localizá-lo na empresa da família.
Condenado a dois anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de 11 dias-multa, Omarzinho se apresentou antes de uma eventual ação policial. O advogado Renan Farah afirmou que, no momento, ele permanece na unidade e tem permissão para trabalhar apenas internamente.
Defesa anuncia recurso
O defensor informou que pretende entrar com pedido de revisão criminal para tentar alterar a sentença. Segundo Farah, a intenção é buscar progressão ao regime aberto, com comparecimento mensal ao fórum.
Tese de legítima defesa
Em entrevista, o advogado reafirmou que o cliente teria agido em legítima defesa de terceiro, alegando que os disparos ocorreram após o filho do empresário, Caio Najar, se envolver em um acidente e passar a ser agredido por um grupo de pessoas. Farah declarou que os tiros teriam sido para o alto e afirmou, em opinião pessoal, que teria agido da mesma forma para proteger um filho.
Relembre o caso
A ocorrência que resultou na condenação aconteceu em 4 de julho de 2020, no Kartódromo de Nova Odessa. A PM (Polícia Militar) foi acionada para conter um desentendimento e encontrou um veículo Chevy incendiado e com perfurações na lataria.
Segundo o processo, Abdo Najar Neto foi ao local após ser informado sobre um capotamento envolvendo o filho e, ao chegar, teria visto Caio sendo agredido por cerca de cinco ou seis pessoas. Ainda conforme a ação, ele pegou uma arma de fogo em sua BMW X6, efetuou disparos para o alto e deixou o local, e a defesa sustenta que os tiros não foram direcionados a pessoas ou veículos.
A sentença foi proferida em novembro de 2023 pelo juiz Luiz Gustavo Primo. No mesmo processo, um mecânico envolvido na briga foi condenado a seis meses de detenção em regime aberto por danos ao carro, com pena substituída por prestação de serviços à comunidade.
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