A reabertura para atendimento presencial dos restaurantes, que ocorre a partir de amanhã, é considerada insuficiente para o setor de alimentação na região de Americana e Campinas, já que os bares ficaram de fora da liberação e o horário reduzido irá seguir prejudicando quem tem mais movimento no período noturno.
A partir de amanhã, até o dia 30, o setor de serviços entra na fase de transição do Plano São Paulo. Com isso, restaurantes podem receber clientes das 11h às 19h, com ocupação de 25% da capacidade. Os bares, no entanto, não podem funcionar.
Na prática, o reflexo da liberação será sentido apenas pelos estabelecimentos que funcionam com almoço, explica o comerciante Paulo Oliveira, presidente da Ubresp (União de Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo), entidade sediada em Americana.
“Essa fase de transição é injusta pro setor de bares. Não pode abrir, pela regra. Quem tem cadastro como bar, não pode nenhum horário. Só pode abrir quem tem cadastro de bar e de restaurante, que aí vai poder servir almoço. Mas quem depende do funcionamento noturno não consegue sobreviver. Quem arriscar trabalhar, vai correr risco das penalidades. O mais triste é saber que nós não temos culpa. A transmissão está no transporte, no supermercado lotado, em aglomerações particulares. A gente está pagando a conta”, disse.
A Abrasel Campinas (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) também emitiu nota criticando os termos dessa reabertura.
“O movimento noturno nas casas – incluindo os dias de semana – responde por 54% do consumo do setor de alimentação fora do lar. Por outro lado, a venda por delivery e retirada representam apenas 20% do faturamento para quem opera nestes sistemas, percentual insuficiente para pagar despesas, salários, impostos e aluguel”, aponta a nota.
O presidente da entidade, Matheus Mason, afirmou que, caso não haja uma abertura mais ampla, que permita os bares e amplie o horário, muitos estabelecimentos irão quebrar.
“Vivemos um momento muito grave, com 97% dos estabelecimentos sem recursos até para pagar os salários deste mês e de maio. Se não tivermos uma solução rápida para reabertura e ajuda dos poderes públicos, veremos milhares de quebras e demissões no setor até maio”, disse.
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Leon Botão
TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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