Polícia Civil pede revogação de prisões de dois investigados e indicia mulher por morte de jovem na Ponte do Esqueleto, em Limeira
As mudanças ocorreram após a conclusão do segundo inquérito da Polícia Civil de Limeira
A Polícia Civil pediu a revogação, ou seja, o cancelamento da prisão de dois suspeitos investigados no caso da morte de Maria Eduarda, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira. O caso aconteceu no dia 13 de junho, e o pedido agora aguarda decisão da Justiça. Além disso, uma mulher de 43 anos foi formalmente indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
A informação foi confirmada pela SSP-SP (Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo). As mudanças ocorreram após a conclusão do segundo inquérito da Polícia Civil de Limeira, finalizado nesta quarta-feira (1º).
Segundo inquérito
Os três homens que participaram diretamente do lançamento da vítima no dia do acidente continuam presos. O pedido de revogação se refere a outros dois investigados, presos em 20 de junho, sete dias após a morte de Maria Eduarda, durante uma ação realizada em Limeira e Indaiatuba.
De acordo com a Polícia Civil, o segundo inquérito identificou que a mulher de 43 anos integrava o núcleo responsável pela organização do evento. Ela foi formalmente indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A investigada havia sido presa no dia 20 de junho, no Rio de Janeiro.
Empresa irregular
A investigação apontou ainda que a empresa responsável pelo salto de rope jump não possuía autorização para realizar a atividade no local e também não tinha CNPJ para formalização da empresa e da atividade. No dia da morte de Maria Eduarda, estavam programados cerca de 100 saltos. A jovem seria a 17ª participante.
Câmera desaparecida
A investigação continua para localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto. O equipamento, uma GoPro, estava preso à vítima no momento do acidente.
Em entrevista à TV TODODIA, no dia 15 de junho, a delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, afirmou que o equipamento não foi localizado no local no dia da ocorrência. Segundo a Polícia Civil, o vídeo do salto seria um dos produtos comercializados pela empresa, que cobrava um valor adicional pelo registro da atividade.
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