STF retoma julgamento sobre vínculo entre motoristas de aplicativos e plataformas
Ministros começam a votar nesta quinta-feira (27) ações que discutem se plataformas como Uber e Rappi podem reconhecer vínculo de emprego com motoristas e entregadores
O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta quinta-feira (27), a partir das 14h, o julgamento que pode definir o futuro da relação de trabalho entre motoristas, entregadores e plataformas de aplicativos, modelo conhecido como “uberização”.
A Corte vai analisar duas ações apresentadas pelas plataformas Uber e Rappi, que contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego com motoristas e entregadores.
O julgamento foi suspenso em outubro do ano passado, após as sustentações das partes envolvidas. Nesta quinta, os ministros devem começar a apresentar seus votos sobre a questão.
Empresas contestam decisões trabalhistas
As ações são relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e chegaram ao STF por meio de recursos apresentados pelas duas empresas.
A Rappi argumenta que decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego desrespeitaram entendimentos anteriores do próprio Supremo.
Já a Uber sustenta que atua como empresa de tecnologia e não como empresa de transporte. Segundo a plataforma, o reconhecimento de vínculo trabalhista mudaria a natureza do modelo de negócio e afetaria o princípio da livre iniciativa.
A decisão do STF deverá servir como referência para outros processos que discutem a relação de trabalho entre trabalhadores e plataformas digitais.
PGR é contra reconhecimento de vínculo
Antes da retomada do julgamento, a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao Supremo um parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais.
O posicionamento não obriga os ministros a seguirem o entendimento da Procuradoria, mas será considerado no processo.
O julgamento deve definir um entendimento sobre uma discussão que afeta milhões de trabalhadores e pode ter impacto direto nas regras de funcionamento dos aplicativos no Brasil.
*Com informações de Agência Brasil
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