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TODODIA 23 de outubro de 2026
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REPERCUSSÃO

Tráfico e camisetas do Lula: coligação do PT aciona TSE após denúncias contra abordagem da PM em Piracicaba

Partido questiona publicações que associam detidos e adolescente apreendido ao presidente

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A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para pedir a retirada de publicações sobre a prisão de dois homens e a apreensão de um adolescente de 17 anos por de tráfico de drogas e ato infracional em Piracicaba, na quarta-feira (21).

A ação questiona a divulgação de imagens dos envolvidos usando camisetas de apoio a Lula e aponta possível disseminação de desinformação durante a campanha eleitoral. A controvérsia envolve denúncias de agressões contra duas militantes do PT e a suspeita de que as roupas teriam sido colocadas nos detidos após a abordagem policial.

Segundo a deputada estadual reeleita Professora Bebel (PT), as camisetas pertenciam a duas mulheres abordadas por policiais militares na Rua Senador Saraiva, no acesso à Comunidade Vitória Pantanal, na região do Jardim Monte Líbano. Elas afirmam que foram agredidas e tiveram as peças retiradas pelos agentes. As denúncias foram encaminhadas à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia Militar.

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A mãe de um adolescente apreendido e outras moradoras da comunidade também contestam a informação de que os jovens já vestiam as peças antes da abordagem.

Áudios divulgados pelo vereador Renan Paes (PL) e atribuídos à denúncia mostram que o solicitante cita “camisetas do Lula” à PM. Por outro lado, um dos detidos alega que não estava com a camiseta em alusão ao presidente.

Entre os citados na ação do PT estão o deputado federal Guilherme Derrite (PP), eleito senador por São Paulo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) e o vereador de Campinas Cabo Müller (PP).

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A coligação solicita que o TSE determine a exclusão das publicações em até três horas, impeça novas postagens com o mesmo conteúdo e aplique multa de até R$ 30 mil por publicação considerada irregular.

Bebel compara episódio a caso de 1989
Após receber as denúncias, Bebel esteve na comunidade na manhã de quarta-feira (21). A deputada comparou o episódio ao sequestro do empresário Abílio Diniz, em 1989, quando suspeitos foram fotografados usando camisetas do PT.

A parlamentar cobra investigação sobre a conduta dos policiais e responsabilização caso as irregularidades sejam comprovadas.

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“Os policiais não podem abusar do seu poder para intimidar militantes do nosso partido e fazer uso indevido de material retirado das nossas apoiadoras. Trata-se de uma violência política, ideológica por parte destes policiais, que terão que responder pela sua ação”, declarou.

PM apreende arma, cocaína e dinheiro
Em nota, a PM informou que a ocorrência começou após uma ligação ao telefone 190. O denunciante relatou que três pessoas comercializavam drogas na comunidade, vestiam camisetas alusivas a Lula e que uma delas estaria armada.

Durante a abordagem, foram apreendidos um revólver calibre .32 com numeração suprimida, 160 porções de cocaína e R$ 340.

Dois homens, de 21 e 24 anos, foram presos, enquanto o adolescente de 17 anos foi apreendido. Conforme a corporação, 23 porções da droga estavam com o menor de idade. A arma e as outras 137 porções foram encontradas com os adultos.

A ocorrência foi registrada no 2º Distrito Policial de Piracicaba como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e ato infracional. Os dois homens ficaram à disposição da Justiça, e o adolescente permaneceu apreendido.

Apuração
A PM informou que tomou conhecimento das acusações de agressões e da suspeita de que os abordados teriam sido obrigados a vestir as camisetas. Segundo a corporação, os relatos serão analisados pelos procedimentos de apuração cabíveis.

A instituição também afirmou que suas ações seguem os princípios da legalidade, imparcialidade e respeito aos direitos fundamentais, negando qualquer direcionamento político-partidário.

A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) declarou que não compactua com desvios de conduta e adota medidas disciplinares quando irregularidades são comprovadas.

Segundo a pasta, até o momento da manifestação não havia registros formais das denúncias envolvendo a Comunidade Vitória Pantanal. A secretaria orientou as possíveis vítimas a procurar uma delegacia, a Delegacia Digital ou a Corregedoria da Polícia Militar para formalizar as acusações.

 

*Colaborou Airan Prada

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Cristiani Azanha TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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