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TODODIA 24 de outubro de 2026
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Deputada Bebel (PT) cobra apuração de denúncias de coação durante abordagem policial em Piracicaba

PM afirma que a abordagem começou após denúncia de tráfico e que as acusações serão apuradas

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A deputada estadual Professora Bebel (PT) cobra a apuração de denúncias de agressão, ameaças e constrangimento durante uma abordagem da Polícia Militar na Comunidade Vitória Pantanal, no Jardim Monte Líbano, em Piracicaba. O caso ocorreu na quarta-feira (21), durante uma ação que terminou com dois homens presos e um adolescente apreendido por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

A controvérsia ganhou repercussão após imagens dos três detidos usando camisetas com referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) circularem nas redes sociais. Segundo a parlamentar, as roupas pertenciam a duas militantes do partido que estavam na comunidade e teriam sido retiradas delas durante a ação policial. As acusações ainda dependem de apuração oficial.

Bebel destacou que caso passou à esfera federal do PT. Foto: Alessandro Araújo/TV TODODIA

Ocorrência terminou com apreensão de drogas e arma
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após uma denúncia de tráfico de drogas e de que uma das pessoas estaria armada. Na ocorrência, foram presos dois homens, de 21 e 24 anos, e apreendido um adolescente de 17 anos.

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A corporação informou que apreendeu um revólver calibre .32 com numeração suprimida, 160 porções de cocaína e dinheiro. De acordo com a versão policial, 23 porções estavam com o adolescente, enquanto a arma e as outras 137 porções foram encontradas com os adultos.

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial, com suspeitas de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e ato infracional atribuído ao adolescente.

Imagens com camisetas de Lula repercutiram nas redes
Após a ocorrência, imagens dos três detidos com camisetas de Lula foram compartilhadas nas redes sociais por políticos, entre eles o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A divulgação ampliou a repercussão do caso e levantou questionamentos sobre as circunstâncias em que as roupas foram colocadas nos homens.

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Professora Bebel afirma que as camisetas pertenciam a duas militantes do PT e defende a investigação dos relatos, além da responsabilização dos envolvidos caso sejam comprovadas irregularidades.

Militantes relatam ameaças e constrangimento
Uma das mulheres, Jéssica Pereira Reis, afirmou que policiais teriam pressionado para que entregasse uma camiseta com a imagem de Lula. Segundo seu relato, ela se recusou porque estava apenas de sutiã.

A outra militante, Marcela Souza Santos, também relatou ameaças. De acordo com ela, policiais teriam dito que poderia sofrer represálias caso não colaborasse.

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As denúncias foram encaminhadas à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia Militar. A corporação informou que tomou conhecimento das acusações e que os relatos serão avaliados pelos procedimentos de apuração cabíveis.

Coligação aciona Tribunal Superior Eleitoral
A controvérsia também chegou à Justiça Eleitoral. A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que apoia a reeleição de Lula, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a retirada de publicações com as imagens dos detidos.

A ação aponta possível disseminação de desinformação durante a campanha eleitoral e solicita a remoção do conteúdo, além de medidas para impedir novas publicações semelhantes. O pedido prevê multa de até R$ 30 mil por publicação considerada irregular.

Militantes relatam ameaças e constrangimento. Foto: Alessandro Araújo/TV TODODIAVereador divulgou áudio atribuído ao Copom
Outro ponto envolve gravações atribuídas a uma ligação para o telefone 190, da Polícia Militar. Nos áudios divulgados pelo vereador Renan Paes (PL), o solicitante menciona as camisetas de Lula ao relatar a ocorrência.

Procurado pela TV TODODIA, o vereador encaminhou um ofício que, segundo ele, havia sido enviado ao comando da Polícia Militar para solicitar a gravação. Questionado sobre o procedimento, respondeu que fez o pedido formalmente e recebeu a resposta.

Renan também declarou que o Ministério Público deveria investigar a suposta coação de mães e testemunhas para tentar incriminar policiais.

PM e Secretaria da Segurança Pública se manifestam
Em nota, a Polícia Militar afirmou que a ocorrência começou após uma denúncia de tráfico de drogas e da presença de uma pessoa armada. A corporação também confirmou ter tomado conhecimento das alegações de agressão e de que os detidos teriam sido obrigados a vestir as camisetas. Segundo a PM, os relatos serão analisados pelos procedimentos cabíveis.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) declarou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades comprovadas poderão resultar em medidas disciplinares.

A Polícia Federal informou à TV TODODIA que tinha conhecimento do episódio, mas ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre o caso.

As denúncias de agressão, coação e imposição das camisetas seguem pendentes de apuração pelas autoridades competentes.

Colaboração de Airan Prada

*Com a colaboração de Airan Prada

 

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Cristiani Azanha TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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