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quinta-feira, 3 abril 2025

Conheça a Syrah

Teria sido a uva Shiraz/Syrah o vinho da última ceia? 

Há muitas lendas em torno da origem da uva Syrah (como é chamada na França) ou Shiraz (como é chamada na Austrália). No Irã, antiga Pérsia, existe uma cidade chamada Shiraz, enquanto na Sicília, Itália, uma outra chamada Siracusa. Teria esta espécie sido levada da Pérsia para a Sicília e, de lá, para o sul da França? Teria sido o Shiraz/Syrah o vinho da última ceia? Aquele que foi servido no Cálice Sagrado, que justificou muitas cruzadas?

São Patrício teria plantado a Syrah no Rhône, ao retornar de uma peregrinação à terra santa? O cruzado Gaspard de Stérimberg, ao retornar das batalhas no oriente, teria trazido consigo esta cepa?

A teoria mais aceita hoje é de que a origem seria o norte do vale do rio Rhône (Ródano), na França. A avó da Syrah seria uma uva chamada Allobrogica, cultivada pelos gauleses antes da chegada dos romanos ao Rhône.

A região mais tradicional e a referência mundial em Syrah é o vale do Rhône, na França. Mas, graças à qualidade de seus vinhos, hoje a Syrah, no caso a “Shiraz” é a primeira palavra que nos vem à cabeça quando pensamos em vinho australiano. Lá, esta cepa chegou em 1832, pelas mãos do escocês James Busby (conhecido como o pai da viticultura australiana), que teria levado 400 mudas de várias cepas, dentre estas, a Syrah, pois foi a que melhor se adaptou ao clima quente da Austrália.

Como são os Syrah

A Syrah é, sem dúvida, uma uva que prefere climas quentes, mas adapta-se muito bem a climas mais frescos, com vários exemplos de ótimos Syrah “de frio”.

Cor: normalmente rubi escuro (ou muito escuro) e violáceo quando jovem

Aroma: Frutas. Geralmente é um vinho com ótima concentração de frutas maduras, quase sempre mais frutas negras que vermelhas, ameixas, amoras, cassis

Flores: Em climas mais frios, pode desenvolver aromas de flores, como violetas

Especiarias: Picantes, como pimenta-do-reino preta, são a marca registrada da Syrah, caso tenha passado por madeira. A baunilha e os tostados aparecerão se a madeira for americana. Notas de coco queimado virão

Madeiras carvalho: Caso haja passagem por barricas

Tostados: Chocolate é comum em Syrahs jovens, além de tostados e café, em caso de passagem por cavalho

Vegetais/ervas: Tabaco. Em climas frios, pode desenvolver aromas de menta e eucalipto

Animais: Couro

Sabor: Doçura, quase sempre secos. Os exemplares do novo mundo podem passar uma sensação de maciez, quase doçura.

Acidez: Geralmente regular, podendo ser baixa em regiões mais quentes e boa em regiões mais frias. Raramentechega é alta.

Corpo: Normalmente são tintos encorpados, alguns australianos podem ser muito encorpados, chegando a ser alguns dos tintos mais encorpados do planeta, descritos como “canhões”, “monstros”, tudo no bom sentido

Álcool: Geralmente alto, raramente menos de 13%, podendo passar de 15%

Syrah no mundo

A Syrah cresce muito no mundo todo. A França é, de longe, o país com mais Syrah, depois vem países como Austrália, Argentina, EUA, Chile, Espanha, México, África do Sul, Chile, Nova Zelândia, Itália e Portugal. No Brasil, já começam a surgir alguns bons exemplares não apenas no Rio Grande do Sul, mas também no Vale do São Francisco, São Paulo e Minas Gerais.

Curiosidades

Em estilo, no geral os Syrah franceses são mais elegantes, frescos e perfumados, enquanto os australianos são mais encorpados, maduros e madeirados.

A Austrália é o país com a maior quantidade de vinhedos centenários do mundo, e a maioria destes é da casta Shiraz, um patrimônio inestimável.

O chamado “blend do Rhône” é uma típica mistura das uvas Syrah, Grenache e Mourvèdre.

Alguns Syrah chegam ao nível de obras de arte e podem ser vendidos em leilões, por somas exorbitantes, como o Penfolds Grange (Austrália) e os chamados “La La La”, La Mouline, La Turque e La Landonne, do produdor francês Guigal, do Rhône.

Na Austrália, uma praga para os vinhedos de Syrah são os cangurus, que podem comer as uvas quando estas estão maduras e docinhas. 

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