Equipe de Bolsonaro estuda extinção do Ministério do Trabalho
A equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PL) estuda extinguir o Ministério do Trabalho. Há várias alternativas em avaliação para que a condução dos temas ligados às áreas de emprego e renda ocorra de forma mais eficiente do que concentrada em uma única pasta.
Uma delas é associar a área a algum órgão ligado à Presidência da República.
Entre outras opções em discussão está fatiar as diferentes áreas e transferir, por exemplo, a gestão da concessão de benefícios para órgãos ligados ao campo social.
A gestão da política de trabalho e renda poderia ficar no novo Ministério da Economia ou em um órgão dedicado às questões de produtividade –um dos temas considerados prioritários pela equipe do futuro ministro Paulo Guedes.
Também estão em discussão novos modelos para a condução de questões sindicais e de fiscalização.
A proposta feita por empresários de unir Trabalho com o Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) ainda não está em pauta.
A possibilidade de perda do status de ministério já teria entrado no radar de integrantes do atual governo que são contrários à medida.
O Ministério do Trabalho divulgou ontem uma nota destacando a importância da pasta. Segundo o texto, o ministério, “criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil”, completa 88 anos no 26 de novembro.
A pasta, segundo a nota, “se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros”.
O texto também destaca que “o futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva”.
Nesse sentido, diz o texto, “o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”.
Procurada para comentar o conteúdo, a assessoria de imprensa do ministério não quis se pronunciar. A equipe de transição de Bolsonaro também não se posicionou.
Entre os nomes sugeridos por Michel Temer para compor a transição, também há um defensor da mudança na estrutura dos órgãos que lidam com trabalho e renda.
Segundo fontes próximas às negociações, o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência e ex-chefe de gabinete da pasta Pablo Tatim compartilha da ideia de dar uma nova cara ao Ministério do Trabalho.
João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, afirmou que a proposta de acabar com o ministério é nefasta.
“Queremos o Ministério do Trabalho como um bom instrumento que possa alavancar ações relevantes para o mundo do trabalho com medidas progressistas que melhorem as relações entre governo, empresariado e trabalhadores, e dar um novo alento ao setor produtivo nacional”.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Sancionada a lei que perdoa dívidas de MEIs e eleva faturamento máximo para R$ 140 mil em 2028
Medida sancionada pelo governo federal prevê benefício para milhões de empreendedores, permite contratar até dois funcionários e começa a valer em janeiro de 2027
Justiça torna 12 integrantes da Voepass réus por queda de avião que matou 62 pessoas em Vinhedo
Entre os acusados estão diretores e integrantes da alta administração; denúncia aponta falhas de manutenção e decisões que teriam priorizado economia de recursos
Mega-Sena acumula e prêmio estimado chega a R$ 200 milhões no concurso 3073
Sem acertador na faixa principal, a premiação da loteria da Caixa se acumula para o sorteio desta quinta-feira