quinta-feira, 9 abril 2026
CONTAS NO AZUL

As renegociações do programa Desenrola Pequenos Negócios ultrapassam R$ 2,4 bilhões

Para ter acesso ao programa, o microempreendedor ou pequeno empresário deve entrar em contato com a instituição financeira onde tem a dívida
Por
Felipe Gomes
Foto: Divulgação

Foi divulgado nesta segunda-feira (8), pelo Ministério do Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, que o programa Desenrola Pequenos Negócios registrou até o último dia 2, a renegociação de R$ 2.483.579.215. Um total de 69.635 contratos foram renegociados, beneficiando 42.216 clientes.

Dentre as regiões do país contempladas pelo programa, o Sudeste acumula maior volume negociado de R$ 1.043.097.842. Em segundo lugar está o Nordeste, com R$ 466.222.187, seguido do Sul, com R$ 340.383.388, Centro-Oeste, com R$ 237.706.948 e Norte, com R$ 104.611.156.

O volume da negociação financeira registrou um “crescimento expressivo” ao longo de junho. No levantamento do dia 12 de junho, o total renegociado era de R$ 1,25 bilhão. No dia 24 de junho, houve um aumento para R$ 1,68 bilhão. Nos últimos dias do mês, o total renegociado chegou a R$ 2,48 bilhões, registrando um aumento de 70% desde o início do programa.

SOBRE O PROGRAMA

O programa tem como proposta auxiliar pequenos negócios a superarem dificuldades financeiras, e conta com a participação de sete bancos brasileiros, que representam um total de 73% do total da carteira de crédito e micro e pequenas empresas nacionais, sendo esses; Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil.

COMO RENEGOCIAR

Para ter acesso ao Desenrola Pequenos Negócios, o microempreendedor ou pequeno empresário deve entrar em contato com a instituição financeira onde tem a dívida. As negociações podem ser realizadas por intermédio dos canais de atendimentos, como agências, internet ou aplicativos móveis. As condições e prazos para renegociações são definidas pelo próprio banco.

As oportunidades para renegociação de dívidas bancárias são válidas para microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Já as dívidas elegíveis são aquelas não pagas até 23 de janeiro de 2024, sob a proposta de permitir que os empresários obtenham recursos necessários para manter suas atividades.

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