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TODODIA 30 de outubro de 2026
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Cinco anos depois, inicia júri de réus do assassinato do menino Bernardo

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O júri dos quatro réus acusados pelo assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini, aos 11 anos, em Três Passos, no interior do Rio Grande do Sul, começou nesta segunda-feira (11).

O julgamento ocorre cinco anos depois do crime. Bernardo foi morto em abril de 2014. A previsão é que o julgamento dure uma semana.

 
Leandro Boldrini, acusado de planejar a morte do filho, foi o terceiro a ingressar no prédio, sob escolta, para o julgamento em Três Passos. Foto: Reprodução Facebook

O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsificação ideológica.

 
O pai e a madrasta de Bernardo,que estão sendo acusados pelo crime. Foto: Arquivo Pessoal

 
JULGAMENTO
Como se trata de um homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, sete jurados fazem parte do conselho de sentença.

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Os jurados serão sorteados, entre 25 pessoas, no início do julgamento. Os jurados assistem ao julgamento e depois ficam reunidos na “sala secreta”, onde decidem a sentença. Eles responderão a diversas perguntas com “sim” e “não”.

O julgamento contará com o depoimento de dezoito testemunhas, cinco de acusação, nove de defesa de Leandro e quatro de defesa de Graciele.

HOMENAGENS
Depois, inicia o interrogatório dos réus. Acusação e defesa terão duas horas e meia cada para o debate posterior e duas horas para réplica e tréplica.

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Em 2015, quando os réus foram ouvidos pela primeira vez, Bernardo recebeu homenagens na cidade, com cartazes e distribuição de santinhos.

A comunidade também protestou com carro de som que ampliava áudios de Bernardo pedindo socorro.

Os áudios foram gravados pelo próprio pai e recuperados do seu celular. Para o julgamento, uma liminar proibiu o uso de caminhão e caixas de som.

NEGATIVA
Na audiência anterior, o médico negou envolvimento com o crime e disse que filmava o garoto para provar sua agressividade.

Ele também respondeu perguntas sobre sua ausência na primeira comunhão do garoto (ele era coroinha da igreja) e sobre por que o menino era proibido de entrar em casa.

Testemunhas relatam que o menino não podia entrar em casa, precisava fazer refeições em outras casas e chegou a procurar o Fórum em busca de ajuda.

Sobre a receita do medicamento Midazolam, Boldrini afirmou que sua secretária, Andressa Wagner, tinha acesso ao receituário e que, algumas vezes, ele assinava receitas em branco para casos específicos solicitados por ela.

O medicamento foi usado para matar Bernardo.

Veja a publicação da mãe de Bernardo Tayná Petry antes do início do julgamento. Ela e a família dela estão na cidade para acompanha o julgamento.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2213789345331617&set=p.2213789345331617&type=3&eid=ARDiTyj_JC1aJxH9aLE2hy8SeViegpDKnwR4Pdf28-c-wbrgR1FkaFj5X2zFqZunmm96JjZWlVxVDpXT&ifg=1

 
 
 

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