quinta-feira, 9 abril 2026
DÍVIDA PÚBLICA

Dívida Pública Federal cresce 2,25% e ultrapassa R$7,1 trilhões em junho

Com o novo registro de aumento, a DPF alcançou o patamar previsto para 2024
Por
Felipe Gomes
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

A DPF (Dívida Pública Federal) fechou o mês de junho em R$7,067 trilhões, sendo registrado um aumento de 2,25% em relação a maio, quando fechou o mês em R$6,912 trilhões. Os dados são do Tesouro Nacional e foram divulgados nesta segunda-feira (26).

Com o novo registro de aumento, a DPF alcançou o patamar previsto para 2024. De acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento), apresentado no final de janeiro, o estoque da dívida pública deve encerrar 2024 entre R$7 trilhões e R$7,4 trilhões.

De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, a equipe econômica vai discutir em agosto, os parâmetros do PAF e avaliar a necessidade de revisão do plano. “O que a gente tem planejado é para cumprir o PAF. Evidentemente, o cenário mudou muito ao longo do ano”, disse em coletiva virtual para apresentar os dados.

Ele enfatizou que o Plano é elaborado em cima de um conjunto de premissas e que, entre eles, há sinais claro que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, começará a cortar a taxa de juros do país, reduzindo assim a pressão sobre a dívida pública brasileira, que tem parte indexada ao câmbio.

No mercado externo, com a alta do dólar, a DPFe (Dívida Pública Federal externa) subiu 9,86%, passando de R$285,47 bilhões em maio para R$313,61 bilhões no mês de junho.

A DPMFi (Dívida Pública Mobiliária interna) – em títulos – registrou o aumento de 1,93% , passando de R$6,626 trilhões em maio para R$6,754 trilhões em junho. No mês passado, o Tesouro emitiu R$72,36 bilhões em títulos a mais do que foi resgatado, principalmente em papéis corrigidos pela Taxa Selic (juros básicos da economia), que são mais atrativos ao mercado em um cenário de juros em patamares altos.

Outro fato que influenciou o aumento da dívida, foi a apropriação de R$55,51 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, a cada mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a taxa Selic registrando 10,5% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

Com informações da Agência Brasil

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também