terça-feira, 7 abril 2026
Imunizante emergencial

Produção de vacina nacional contra Mpox é prioridade da rede vírus

A vacina brasileira é elaborada a partir de um vírus similar ao da Mpox, que foi atenuado por meio de passagens em um hospedeiro diferente
Por
Felipe Gomes
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Desde a primeira emergência global por Mpox, registrada em 2022, o Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) vem desenvolvendo um imunizante brasileiro capaz de prevenir a doença.

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) informou que a iniciativa é uma das prioridades da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre os vírus emergentes no Brasil.

No dia 14, Tedros Adhanom, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), anunciou uma emergência em saúde pública de relevância internacional devido ao aumento de casos e ao surgimento de uma nova variante na África. Informações do Ministério da Saúde mostram que, neste ano, foram registrados 709 casos da doença no Brasil, sendo que nenhum deles foi causado pela nova variante até agora.

Conforme o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), em 2022, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA cedeu à UFMG um material conhecido como semente do vírus da Mpox, que serve como base para a produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), essencial na fabricação da vacina.

A vacina brasileira é elaborada a partir de um vírus similar ao da Mpox, que foi atenuado por meio de passagens em um hospedeiro diferente, até que perdesse totalmente a capacidade de se reproduzir em mamíferos, como os humanos.

Atualmente, a OMS informa que existem duas vacinas disponíveis contra a Mpox. A primeira é a Jynneos, desenvolvida pela empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, também composta por um vírus atenuado e indicada para adultos, incluindo gestantes, lactantes e pessoas vivendo com HIV.

A segunda vacina é a ACAM 2000, produzida pela empresa norte-americana Emergent BioSolutions. No entanto, essa vacina apresenta várias contraindicações e mais efeitos colaterais, pois utiliza o vírus ativo, tornando-se assim menos segura, segundo avaliação do próprio MCTI.

Com a declaração de emergência global feita pela OMS, o Ministério da Saúde informou que está em negociação para adquirir 25 mil doses da Jynneos através da (Opas) Organização Pan-Americana da Saúde. Desde 2023, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso temporário do imunizante, o Brasil já recebeu cerca de 47 mil doses e aplicou 29 mil delas.

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