Domingo, 25 Julho 2021

Agressão a cachorra em prédio de Americana mobiliza deputado e ativista da causa animal

Agressão a cachorra em prédio de Americana mobiliza deputado e ativista da causa animal

Uma cachorra da raça pinscher foi resgatada ontem (13) pela Polícia Civil, após um vídeo de maus-tratos mostrar o animal apanhando 39 vezes em um elev

Uma cachorra da raça pinscher foi resgatada ontem (13) pela Polícia Civil, após um vídeo de maus-tratos mostrar o animal apanhando 39 vezes em um elevador de um condomínio residencial de Americana. O caso foi revelado pela ativista Luísa Mell e pelo deputado delegado Bruno Lima, conhecidos por defender a causa animal.

As imagens das câmeras de segurança flagram um homem e a cachorrinha em dois momentos. As imagens são fortes. No primeiro vídeo, eles entram no elevador, enquanto a pinscher usa uma coleira. Segundos depois, o homem levanta o animal pela guia e dá 17 tapas no seu corpo. Pequena, a cachorra chegar a girar no ar enquanto apanha.

Depois dos maus-tratos, o homem a coloca no chão, parece chamar a atenção do animal e bate mais quatro vezes. Horas depois, de volta ao prédio, com compras nas mãos, ele volta a agredir a cachorra, desta vez com mais 18 tapas. No final deste segundo vídeo, o agressor acaba fazendo "carinho" no animal antes de deixar o elevador.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo, uma esteticista, de 52 anos, dona do animal, foi denunciada por maus-tratos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi cumprir um mandado de busca e apreensão por maus-tratos a um cachorro da raça Pincher e, no local, a suspeita informou não ter conhecimento dos vídeos que circulam nas redes sociais agredindo sua cachorra. O namorado dela agora é investigado como autor do crime, mas ainda não foi localizado.

Essas agressões ocorreram no dia 9 de abril, no bairro Cariobinha. Segundo a equipe do delegado Bruno Lima, o caso foi descoberto porque o síndico do prédio procurou a delegacia de Americana na última semana. Ele entregou os vídeos ao setor de investigação e, nesta quinta-feira, com o apoio do Instituto Luísa Mel e do delegado Bruno, a equipe foi até a residência resgatar a cachorra.

Por meio de um mandado de busca e apreensão, a pinscher foi para delegacia nos braços da tutora. Ela alegou à polícia e aos ativistas da causa animal que não sabia das agressões feitas pelo seu namorado. No entanto, a mulher confirmou que a cachorra tinha medo do homem. Após a ocorrência, a tutela do animal ficou com ela, que disse que terminaria o relacionamento.

Já o agressor, que é morador de Campinas, pode responder por maus-tratos e será ouvido assim que for localizado. A pena para quem maltrata animais é de 2 a 5 anos de prisão.

LUISA MELL

No Instagram, a ativista Luísa Mell afirmou que vai acompanhar o caso, uma vez que o instituto não recebeu a tutela do animal. Uma das reclamações é que não foi pedido uma avaliação clínica do animal, para avaliar a extensão do dano feito.

"Há realmente uma grande chance da mulher não saber o que acontecia. Porém este homem poderia ter matado a cachorra. Então é evidente que o cachorro deveria ficar em segurança até o caso ser esclarecido, assim como o poder judiciário ordenou. Evidente que irei acompanhar o caso, no judiciário", disse.
(com informações do G1)

 

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