
Americana e Santa Bárbara d’Oeste ampliaram transações comerciais internacionais em 2025 frente a 2024, mas com trajetórias distintas. Americana exportou mais que importou, fechando com superávit na balança. Santa Bárbara manteve importações superiores, resultando em déficit apesar do crescimento geral. Dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Superávit significa mais vendas garantidas
“Superávit é quando exportação supera importação, ou seja, vendendo mais para fora do que entra. Déficit é o inverso”, explica Wagner Luiz Villalva, especialista financeiro contábil e tributário. Exportar é vender ao exterior; importar, comprar de fora. Superávit indica saldo positivo; déficit, dependência externa.
Americana com vendas externas em alta
Entre janeiro e novembro de 2025, Americana exportou US$ 498,5 milhões (+30,3% vs 2024), importou US$ 439,6 milhões (+20,9%). Corrente de comércio atingiu US$ 938,2 milhões (+25,7%), com superávit de US$ 58,9 milhões.
Em 2024, exportações foram US$ 408,1 milhões (+0,4% vs 2023), importações US$ 407,8 milhões (+2,5%), corrente US$ 815,9 milhões, também superavitária. “Importar pode ser venda garantida ou estoque sem saída, gerando perdas”, reforça Wagner.

Principais parceiros de Americana
Alemanha liderou exportações com 56,6%, seguida por Bélgica e México (7,2% cada). Importações: EUA (22,9%), China (16,8%), Alemanha (10,4%). Produtos exportados: metais preciosos coloidais (34%), obras de metais preciosos (25,9%), pneumáticos (20,4%). Importações lideradas por borracha sintética.
Santa Bárbara cresce mas com déficit
Santa Bárbara exportou US$ 88,1 milhões (+15,9%), importou US$ 153,1 milhões (+19,6%), corrente US$ 241,2 milhões, déficit de US$ 65 milhões.
Em 2024, exportações US$ 85,7 milhões (retração vs 2023), importações US$ 141,5 milhões, corrente US$ 227,2 milhões, saldo negativo. “Falta planejamento: importar sem pré-venda gera altos custos alfandegários”, alerta Wagner.

Parceiros e produtos de Santa Bárbara
Exportações para EUA (57,4%), Argentina e Paraguai. Importações do Japão, China e Tailândia. Exportados: pneumáticos recauchutados, tecidos algodão, tornos. Importados: acessórios automotivos, motores elétricos.
Reforma tributária exige adaptação
Wagner atende importadores/exportadores e recomenda lucro real sobre presumido. “Reforma tributária vem aí. A partir de 2027, split payment e IBS/CBS por fora exigirão reajustes de preços no segundo semestre de 2026. Empresas pequenas preocupam pelo pagamento à vista”.





