
A Vigilância Epidemiológica de Americana confirmou, nesta quarta-feira (2), quatro novos óbitos causados pela dengue no município, elevando o total de mortes para 17 desde o início de 2025. As vítimas fatais são:
Uma mulher, de 87 anos, moradora do bairro Vila Brieds, que faleceu em 13 de março após ser internada em um hospital privado;
Uma mulher, de 98 anos, residente na Vila Medon, que veio a óbito em 16 de março, também após internação em hospital privado;
Um homem, de 81 anos, morador do bairro Jaguari, que morreu em 19 de março, após tratamento em hospital privado;
Uma mulher, de 52 anos, moradora do bairro Morada do Sol, que faleceu em 23 de março, após ser internada em hospital privado.
O número de óbitos e casos positivos de dengue tem registrado um aumento em comparação com o mesmo período de 2024. Em 2025, até esta data, o município já contabiliza 4.738 casos confirmados da doença, um aumento de 427% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 899 casos prováveis e dois óbitos no mesmo período.
Todas as Unidades Básicas de Saúde da rede contam com testes rápidos para dengue, utilizados de acordo com os critérios estabelecidos no Plano de Contingência.
A vacina contra a dengue também segue disponível para crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos, também em todas as UBSs, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h – na Praia Azul e São Vito, o atendimento ocorre das 8h às 20h.
ESTADO DE EMERGÊNCIA
No dia 28 de março, a Prefeitura de Americana decretou situação de emergência em saúde pública em razão do cenário da dengue. O Decreto nº 13.702/2025, publicado no Diário Oficial do Município, estabelece medidas administrativas para intensificar o controle e combate às arboviroses. A decisão acompanha as diretrizes do Governo de São Paulo, conforme o Decreto Estadual nº 69.359/2025, que reconhece a epidemia de dengue em todo o território paulista.
Além da dengue, o decreto também abrange medidas de combate a outras arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como Chikungunya e Zika.
Entre as ações previstas a partir do decreto de emergência, estão:
– Contratação emergencial de serviços e aquisição de insumos
– Admissão temporária de servidores para reforçar o atendimento
– Prorrogação de contratos que favoreçam o combate ao mosquito e a assistência à saúde
– Mobilização de agentes comunitários de saúde e controle de vetores para intensificação das visitas domiciliares
– Campanhas educativas para conscientização da população
– Aplicação de sanções aos moradores que mantiverem focos do Aedes aegypti em suas propriedades
– Reforço na fiscalização de terrenos baldios e imóveis abandonados, com possibilidade de limpeza compulsória
– Suspensão de férias e folgas de servidores da Saúde e de outros órgãos envolvidos no enfrentamento da epidemia
A Secretaria de Saúde, por meio da Sala de Situação Municipal de Prevenção e Controle das Arboviroses, instituída pelo Decreto nº 13.703/2025, é a responsável pela coordenação das ações e pelo monitoramento dos indicadores epidemiológicos, como incidência de casos, taxa de letalidade e índices de infestação.
O Decreto Municipal tem validade de 90 dias e poderá ser prorrogado caso a situação exija novas medidas.