sexta-feira, 10 abril 2026
SUPERANDO LIMITES

Conheça o Nick, cãozinho com paralisia na pata traseira, mas que mantém a energia e a vontade de viver

Nick tem cinomose, uma doença canina viral e altamente contagiosa que pode deixar graves sequelas nos cachorros
Por
Vladimir Catarino
Nick adora passear pelo condominio onde mora, mas sempre respeitando as regras de trânsito e circulação. Foto: Joice Santos

Nick atravessa a rua pela faixa de pedestres, corre pelos cantos do condomínio, brinca com outros pets e ainda para para pedir um petisco aos tutores. Aos 15 anos, ele convive com limitações físicas, mas mantém uma rotina ativa mesmo após ser diagnosticado com cinomose, doença viral canina altamente contagiosa, que pode deixar sequelas e, em casos graves, levar à morte.

A costureira Joice Santos, tutora do animal, conta que o cão foi perdendo, aos poucos, o movimento das patas traseiras. Hoje, Nick utiliza uma cadeira de rodas, que permite sua locomoção. “Foi um susto quando vimos ele com as patas rígidas, quase travadas. Levamos à veterinária e, a princípio, ela descartou a cinomose. No entanto, após exames de sangue mais detalhados, foi diagnosticada a doença. Levamos um baque muito grande”, disse.

Diagnóstico e evolução do quadro
A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus. Considerada altamente contagiosa, costuma afetar principalmente cães filhotes que ainda não completaram o esquema vacinal ou que não recebem o reforço anual da vacina múltipla.

Joice afirma que, no caso de Nick, a sequela inicial foi a paralisia nas patas traseiras. Com o tempo, ela relata que o cão passou a ter convulsões esporádicas e espasmos, mas manteve a rotina com adaptações. “Como meu marido e eu trabalhamos o dia todo, o Nick fica dentro do apartamento, bem comportado. Mas, quando chegamos, ele corre ao nosso encontro e já quer ir passear na área externa do condomínio ou na rua”, relatou.

Sintomas e impactos da cinomose
O vírus da cinomose, conforme descrito, se replica nas células sanguíneas e pode atingir o sistema nervoso central. Nos estágios iniciais, um dos sintomas apontados é a diarreia, associada ao acometimento do sistema digestório. Em fase mais tardia, quando o sistema nervoso central é afetado, o animal pode apresentar desorientação, tremores musculares e crises de convulsão.

Rotina adaptada e conscientização
Com a perda do movimento traseiro, Nick, descrito como uma mistura de basset com vira-lata, ganhou uma cadeira de rodas adaptada. O vendedor Anderson Santos, tutor do animal, personalizou a estrutura com uma placa de identificação e incluiu uma caixa de som. “Mesmo com essa dificuldade, fazemos de tudo para o Nick levar uma vida normal. Instalei até uma caixinha de som na cadeira para ele ouvir uma música enquanto passeia. Mesmo ficando velhinho, ele ainda tem bastante energia para gastar”, contou.

Joice diz que publica a rotina do pet nas redes sociais como forma de conscientização sobre prevenção. “Como é uma doença viral, o acompanhamento precisa ser anual, com a vacinação. Assim como uma criança, os pets necessitam da imunização regular e tratamento adequado, quando for o caso. No mais, para nós, o Nick é um cãozinho normal. Às vezes, até esquecemos dessa paralisia dele”, afirmou.

Na vizinhança, Nick segue chamando atenção por onde passa, com uma rotina marcada por passeios e, segundo os tutores, respeito à faixa de pedestres.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também