
O Barco Escola de Americana completou 25 anos e foi celebrado neste domingo (22), com uma programação especial voltada à educação ambiental e ao alerta sobre emergências climáticas.
Ao entrar na embarcação, um colete salva-vidas laranja já aguarda os visitantes. A bordo, famílias e casais de diferentes idades se acomodam em bancos de madeira, semelhantes aos de parques, enquanto observam a paisagem da Represa do Salto Grande, em Americana. Com todos prontos, a comandante Jorlandia da Silva inicia o trajeto.
Aprendizados
Voltado a estudantes das redes municipal e estadual de Ensino, o Barco Escola estimula uma percepção crítica sobre as problemáticas socioambientais do reservatório, do entorno e da própria comunidade.
A proposta é provocar reflexões sobre o descaso com o meio ambiente, como o mau gerenciamento dos recursos hídricos, a devastação da mata ciliar e a poluição, além de incentivar a busca por soluções com apoio técnico da equipe.
Para o presidente do projeto, João Carlos Pinto, o momento mais gratificante é sempre a reação das crianças ao final das atividades. “O mais gostoso de tudo isso acontece sempre é quando o barco encosta para as crianças descerem, e elas vêm correndo, pulam na gente e perguntam: ‘tio, tio, que dia que a gente pode voltar?’ Esse momento para mim é muito contagiante.”
A comemoração dos 25 anos de atividades do Barco Escola da Natureza coincide com o Dia Mundial da Água e reforça a mensagem de conscientização. “Precisamos pensar um pouquinho mais na questão hídrica, que tanto é magoada pelo ser humano. Então, eu acho que a gente tem que cuidar melhor da nossa água”, completa João.
O projeto trabalha com educação ambiental e, a cada ano, define um tema central. Em 2026, o foco são as emergências climáticas, ampliando o debate sobre os impactos ambientais e a necessidade de preservação.
Protagonismo feminino no comando
À frente da embarcação está a marinheira Jorlandia da Silva, que uniu a paixão pela água ao trabalho educativo com crianças. “Aí eu pensei: por que não fazer o curso de marinheiro? Fui para a Marinha e, desde 2005, estou no Barco Escola. É gratificante”, garante.
Jorlandia também relembra os desafios em um ambiente predominantemente masculino, mas reforça a importância da persistência. “Está na hora de as mulheres também buscarem esse espaço. Quem tem o sonho de ser marinheiro não deve desistir, porque já estamos capacitadas para isso. Sou prova disso, comecei pilotando a embarcação aqui no Barco Escola, aprendo a cada dia e quero continuar cada vez mais nessa função, que é muito gratificante.”
Do início ao fim, o passeio proporciona aprendizado, com conteúdos históricos, ambientais e informações sobre a fauna da represa, além de momentos de registro da experiência.





