Terça, 26 Outubro 2021

Hospital Municipal segue em cenário de superlotação

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Hospital Municipal segue em cenário de superlotação

Desde domingo, Hospital Municipal de Americana opera acima da capacidade para pacientes com Covid-19
 

HM | Atualmente mais de 60% da estrutura do hospital é voltada para o atendimento de Covid-19 ( Foto: Arquivo/ Todo Dia)

O HM (Hospital Municipal) Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, segue desde sábado (12) operando acima de sua capacidade normal para atender aos pacientes com Covid-19 nos leitos de enfermaria. No restante da cidade, o cenário também é de ocupação máxima dos leitos, índice que também subiu consideravelmente na última semana em toda a região do DRS 7 (Departamento Regional de Saúde de Campinas).

Em nota enviada neste domingo (13), a Prefeitura de Americana informou que, no sábado, o HM tinha 54 pacientes em leito de enfermaria e 26 em leitos com respiradores, que correspondiam a 154,2% do número de enfermaria, que originalmente era de 35, e 100% nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde há 26 leitos com respiradores.

O HM é o único hospital público do município e tem recebido ampliação no número de leitos desde o início do ano. Atualmente mais de 60% da estrutura do hospital é voltada para o atendimento de Covid-19.

Em março, no início da segunda onda da pandemia, os leitos de UTI foram 15 para 26, e os de enfermaria de 18 para 35. "A última ampliação ocorreu recentemente nos leitos de enfermaria de 30 para 35 entre os esforços de preparação para a terceira onda da doença, que tem representado uma alta significativa nos dados diários de Covid e na ocupação hospitalar", trouxe a nota da prefeitura deste domingo.

A elevação de 35 para 54 leitos foi uma medida urgente neste sábado, segundo a prefeitura.

"Para atender a todos, o HM vem dispondo de leitos provisórios e uma estrutura que permite evitar a desassistência", afirmou o município.

Nesta segunda, o cenário do HM apresentou leve redução na ocupação de leitos, já que o número de internados nas UTI era de 21 (taxa de 80,77% de ocupação entre os 26 leitos com respiradores).

Na enfermaria, o número de internados caiu de 54 para 48, mas segue acima dos 35 leitos originalmente equipados nesta ala (taxa de ocupação de 137,14 % para leitos sem respiradores). Havia, portanto, 13 pessoas internadas em leitos provisórios nesta segunda.

Nos hospitais particulares, a situação também é grave.

No Hospital São Francisco, os 14 leitos com respiradores e os 16 leitos sem respiradores estavam todos ocupados nesta segunda.

Na Unimed, a ocupação também era de 100% em todos os tipos de leitos: 38 com respiradores e 32 sem respiradores.

No São Lucas, havia pacientes internados nos 17 leitos de UTI e, na enfermaria, 11 dos 16 leitos estavam ocupados.

Incluindo, portanto, o HM e os hospitais particulares de Americana, taxa geral de ocupação de leitos para Covid-19 no município nesta terça era de 94,73% nas unidades com respiradores (de 95 UTIs no total, 90 estavam ocupadas) e de 108,08% nos leitos sem respiradores (de 99 no total, 107 estavam ocupados).

REGIÃO

Nas 42 cidades do DRS 7, de Campinas, as taxas de ocupação de leitos hospitalares para pacientes com Covid-19 são mais baixas que as de Americana, mas apresentaram elevação considerável nos últimos sete dias.

Na segunda passada, dia 7, 63,7% dos leitos de enfermaria e 77,6% dos leitos de UTI estavam ocupados na região. Ontem, as taxas eram de 70,4% e 80,9%, respectivamente.

Tais índices, se mantidos, devem impossibilitar um avanço da região para a Fase Laranja no Plano São Paulo, menos restritiva, no fim do mês - e, em caso de piora, podem até fazer o DRS retornar à Fase Vermelha, com mais restrição de circulação de pessoas. 

 

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