Quarta, 22 Setembro 2021

Umidade do ar em 14% põe Americana em 'emergência'

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Umidade do ar em 14% põe Americana em 'emergência'

 Quando o ar fica seco e o estado de emergência é determinado, cresce o risco de incêndios florestais e de danos à saúde, que podem incluir ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz, até outros problemas mais graves

Clima seco | Americana registrou 14,8% de umidade relativa do ar nesta segunda ( Prefeitura de Americana | Divulgação)

A Defesa Civil de Americana emitiu "alerta de emergência" sobre a baixa umidade relativa do ar registrada nesta segunda-feira (19). Segundo o coordenador da Defesa Civil, João Miletta, o índice chegou a 14,8% em Americana, considerado estado de emergência - quando a umidade relativa oscila entre 12% e 20%.

Quando o ar fica seco e o estado de emergência é determinado, cresce o risco de incêndios florestais e de danos à saúde, que podem incluir ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz, até outros problemas mais graves.

Por isso, as autoridades recomendam à população tomar alguns cuidados até que a situação melhore - o que não deve ocorrer nos próximos dias.

Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, uma massa de ar frio que avança pelo Sudeste, provocando queda de temperatura, com momentos de frio intenso nos próximos dias - com mínimas previstas de apenas 5° C na região de Campinas nesta terça-feira e risco de geada.

A Defesa Civil orienta evitar exercícios físicos ao ar livre no período entre 11h e 15h; umidificar o ambiente com vaporizadores, ou mantendo toalhas molhadas ou recipientes com água; permanecer em locais protegidos do sol; beber bastante água para hidratar o organismo; além de lavar as narinas com soro fisiológico.

RISCO CARDÍACO

Além dos riscos à saúde da pele, olhos e nariz, características do outono, como queda da temperatura e redução da umidade do ar, também sobrecarregam o sistema cardiovascular - já que o corpo precisa se adaptar às mudanças.

As alterações climáticas aumentam o risco de eventos como infarto agudo do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral) e anginas (dores no peito).

"Para suprir nosso organismo com energia adequada, temos alguns efeitos compensatórios: há uma redução do calibre dos vasos sanguíneos e um aumento da frequência cardíaca, o que faz com que o coração tenha maior sobrecarga", explica Jairo Pinheiro, cardiologista do HCor, de São Paulo.

Por isso, nesta época do ano, é importante que pacientes que sofrem com insuficiência cardíaca, arritmias e insuficiência coronariana estejam atentos e com a saúde em dia.

Segundo o médico do HCor, as doenças respiratórias que se fazem presentes durante o outono e o inverno também contribuem para o aumento de problemas cardiovasculares.

"É importante nos prepararmos do ponto de vista fisiológico, ou seja, se agasalhando e se hidratando adequadamente para minimizar esses efeitos", complementa Pinheiro.

O cardiologista reforça a importância de uma alimentação saudável, sem exagero de comidas gordurosas, da prática de exercícios físicos e da preservação de uma boa noite de sono. 

 

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