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TODODIA 27 de outubro de 2026
APELO ATENDIDO

Após apelo da filha e denúncia à TV TODODIA, paciente consegue vaga para cirurgia vascular pela Cross

Internado desde o dia 1º de julho no PS Dr. Edson Mano, em Santa Bárbara d’Oeste, João sofre com uma grave lesão trófica no calcanhar

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Foto:Divulgação/Jaqueline Estoque(filha)

Após dias de espera por uma cirurgia em caráter de urgência e com risco iminente de amputação, João Fernandes Faria, de 68 anos, finalmente conseguiu uma vaga via Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) para ser transferido ao Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas.

Internado desde o dia 1º de julho no Pronto-Socorro Dr. Edson Mano, em Santa Bárbara d’Oeste, João sofre com uma grave lesão trófica no calcanhar, que não responde mais a tratamentos convencionais. A família relata que ele já foi avaliado por diversos profissionais, e o diagnóstico é claro, a revascularização é a única forma de tentar evitar a amputação de um dos membros inferiores.

Diante da demora na liberação da vaga pela regulação estadual, a filha de João, Jaqueline Estoque , denunciou o caso à TV TODODIA na última sexta-feira (4), e fez um apelo público comovente, pedindo ajuda para conseguir a cirurgia do pai.

“Meu pai está sofrendo. A gente só quer que ele tenha direito ao tratamento. Estou suplicando por essa vaga”, disse Jaqueline, emocionada, durante entrevista.

O caso foi levado à imprensa após a família relatar que, mesmo com laudos médicos apontando urgência, a Cross não havia autorizado a transferência. 

Segundo os profissionais do PS Edson Mano, o pedido foi enviado à regulação estadual com todas as informações clínicas necessárias. O próprio médico responsável reforçou a gravidade do quadro no laudo que acompanhava o pedido.

Foto:Divulgação/Jaqueline Estoque(filha)

Durante a produção da matéria, a TV TODODIA entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo questionando o caso. 

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Em um primeiro posicionamento, a pasta informou que João não estaria no perfil de urgência para cirurgia, o que gerou revolta e apreensão por parte da família, já que o laudo emitido pelo hospital dizia exatamente o contrário.

Em áudio enviado pela Secretaria Estadual à equipe de reportagem, uma representante explicou que o fluxo sanguíneo do paciente não indicava urgência extrema, e que a solicitação seguia em análise com base nos dados encaminhados pelo município. A assistente social do hospital também monitorava o pedido junto à CROSS.

A TV TODODIA entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste, que se manifestou por meio de nota.

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“A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste informou que, por questões legais, os detalhes do prontuário do paciente são repassados apenas à família. Em nota, a pasta afirmou que seguirá prestando o suporte necessário dentro da rede municipal e acompanhará o caso junto à regulação estadual”.

Sem respostas concretas e com o estado de saúde do pai se agravando, Jaqueline também acionou o Ministério Público, na tentativa de pressionar as autoridades de saúde a liberar a vaga.

Desfecho e alívio

Pouco depois após a reportagem mandar e-mail para a Secretária de Saúde do estado solicitando um posicionamento do caso pela imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou uma nova nota, desta vez confirmando a liberação da vaga para João Fernandes Faria. A transferência foi autorizada para o Hospital das Clínicas da Unicamp.

“A Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) informa que o paciente J.F.F. possui transferência autorizada para o Hospital das Clínicas da Unicamp. A unidade de origem é responsável pelo transporte seguro e adequado do paciente”, informou o comunicado oficial.

Na manhã desta terça-feira (9), a família acompanhou João até Campinas, e a equipe de reportagem registrou o momento da saída em sua residência . O sentimento foi de alívio, mas a luta pela saúde dele continua.

Enquanto isso, a família segue esperançosa de que a cirurgia seja realizada o quanto antes a tempo de evitar complicações ainda mais graves. O caso de João expôs, mais uma vez, a lentidão e os entraves da regulação para cirurgias de alta complexidade no SUS (Sistema Único de Saúde) .

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AO
Andressa Oliveira TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba

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