A Câmara de Campinas aprovou nesta quarta-feira (19) a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar denúncias contra o vereador, Otto Alejandro (PL). A abertura foi aprovada por unanimidade, com votos de 29 dos 30 vereadores presentes (o presidente não vota). Otto foi um dos três vereadores ausentes na sessão que definiu a abertura.
O pedido de investigação protocolado na casa aponta possível quebra de decoro parlamentar por parte de Otto, tendo como base um boletim de ocorrência registrado por uma ex-companheira do vereador, que o acusou de agressão física, ameaça de morte, injúria e dano. A Polícia Civil apura o caso.
Otto nega todas as acusações e afirma que a denunciante teria retirado a queixa.
Composição da CP
Irão conduzir os trabalhos os vereadores Fernanda Souto (Psol – Presidente da CP), Eduardo Magoga (Podemos – Relator) e Guilherme Teixeira (PL – Relator).

Votação após adiamento
A votação do pedido de CP aconteceu nesta quarta-feira (19) após a sessão de segunda-feira (17) ter sido adiada por falta de quórum. O tema foi votado em meio à forte repercussão pública gerada por novas denúncias e vídeos envolvendo o parlamentar. O caso ganhou destaque nacional.
Otto faz parte da base governista na Câmara, mas isso não foi considerado pelos companheiros para a votação. Até mesmo companheiros de partido, como Débora Palermo e Benê Lima, fizeram duros discursos contra ações atribuídas a Otto Alejandro.
Vídeos ampliam pressão por apuração
Nos últimos dias, outras imagens passaram a circular em redes sociais e veículos de imprensa. Em um dos registros, câmeras de segurança mostram o vereador discutindo com uma porteira e proferindo ofensas de caráter homofóbico e social. Em outro, ele aparece em confronto verbal com um guarda municipal, afirmando que o agente poderia “ter problemas” e perder o emprego. O contexto da discussão não fica claro no vídeo divulgado.
Histórico inclui episódio com ônibus
Além das denúncias recentes, houve ainda um caso registrado em julho deste ano, quando o vereador teria arremessado uma pedra contra um ônibus intermunicipal, quebrando o vidro traseiro, além de ameaçar o motorista.
O episódio consta em boletim de ocorrência, e também foi anexado à denúncia protocolada na Câmara por Adriano Vieira, que foi candidato a vereador em Indaiatuba nas últimas eleições. É essa denúncia que gerou a necessidade da votação da CP.

Manifestação do vereador
Após a divulgação dos novos vídeos, Otto Alejandro publicou um pronunciamento no qual afirma ser vítima de perseguição política. Ele declarou que algumas gravações dizem respeito a “questões financeiras” e teriam sido divulgadas fora de contexto. Disse ainda que a ex-companheira enviou carta à Delegacia da Mulher, ao Ministério Público e ao Judiciário explicando que houve equívoco.
O vereador também citou um pedido de medida protetiva feito pela companheira que, segundo ele, teria sido rejeitado pela Justiça, o que comprovaria que as ameaças não procedem, segundo ele.





