Prefeitos da RMC comemoram decisão, que evita proposta de redução do sítio aeroportuário pela metade em Campinas
O edital de relicitação do aeroporto em Campinas previa a concessão de uma área de 14 quilômetros quadrados para o sítio aeroportuário, porém o contrato com a atual concessionária — a Aeroportos Brasil Viracopos — contempla 27 quilômetros quadrados para a futura instalação de galpões de logística, hotéis, centros de convenções e a construção de mais duas pistas de decolagem.
Com a redução quase pela metade proposta para a nova concessão, autoridades de toda a RMC (Região Metropolitana de Campinas) se mobilizaram para evitar a situação, que poderia resultar em queda na atração de investimentos e empregos para a região.
Um estudo do doutor em economia do Instituto de Geociências da Unicamp, Josmar Cappa, por exemplo, prevê que a implantação de uma cidade aeroportuária com ampla variedade de serviços em Viracopos tem potencial para criar mais de 140 mil empregos.
“Hoje tivemos uma excelente notícia para a nossa Região Metropolitana. Depois do nosso pedido formal, aprovado na última reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC, no dia 22 de fevereiro, o conselho da Anac aprovou a manutenção dos 27 km² do sítio aeroportuário para a nova licitação de Viracopos. A manutenção da área de ampliação de Viracopos é importante para a criação de empregos e para o desenvolvimento da nossa região, e é uma reivindicação unânime no conselho de prefeitos da RMC, do qual sou o presidente. É uma grande vitória do Conselho de Desenvolvimento, Parlamento Metropolitano, prefeitos e de toda a região de Campinas. Isso prova mais uma vez a força dos prefeitos, unidos no Conselho de Desenvolvimento para o bem de toda a região”, disse Gustavo Reis (MDB), prefeito de Jaguariúna e presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC.
O prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), também comemora a manutenção do sítio aeroportuário. “É uma vitória nossa, de Campinas e da RMC. Vínhamos reivindicando isso porque o Aeroporto de Viracopos é estratégico para o futuro não só de Campinas, mas também de toda a região. Uma área maior possibilita aumento da geração de emprego e renda, além de induzir o desenvolvimento da região, o que beneficia toda a população”, afirma.





