O Cursinho popular gratuito Zilda Arns tem inscrições abertas até quarta-feira (31). As aulas acontecem no período noturno, das 18h45 às 22h45, na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ao todo, são oferecidas 80 vagas para a próxima turma, destinadas a alunos de baixa renda.
O cursinho é organizado por estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes universidades do país e tem sede na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O objetivo é preparar alunos para os vestibulares das principais universidades públicas, com foco no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e nos vestibulares das universidades estaduais paulistas.

Quem pode se inscrever
Podem participar do processo seletivo estudantes que estejam cursando o 3º ano do Ensino Médio ou que já tenham concluído essa etapa em escolas públicas ou em instituições privadas com bolsa integral. O curso oferece preparação para todos os cursos de graduação. A taxa de inscrição é de R$ 45, valor único cobrado pelo cursinho.
O valor arrecadado é utilizado para custear despesas de funcionamento, como o deslocamento de voluntários para aplicação e fiscalização de simulados, materiais de uso cotidiano e itens de apoio. A taxa também viabiliza eventos ao longo do ano, como atividades de integração e uma visita cultural a museus em São Paulo. “Essa taxa é utilizada 100% para isso. Tudo é destinado aos alunos durante o ano de estudos. Do valor arrecadado nenhuma quantia é destinada aos voluntários ou membros, é tudo realmente reinvestido para os próprios alunos. Ao longo do ano, eles não têm custo nenhum para estudar, não há nenhuma outra cobrança além desses R$ 45”, explica Victor Honório, vice-presidente do cursinho.
Etapas da seleção
O processo seletivo será dividido em duas fases. A primeira inclui o preenchimento de um questionário socioeconômico, o envio de documentação e a realização de uma prova de seleção. O questionário e os documentos devem ser enviados até sábado (8) de janeiro de 2026, por meio de links disponibilizados no e-mail de confirmação da inscrição.
A prova será aplicada na sexta-feira (10) de janeiro de 2026, em horário a ser definido, na unidade Centro do Curso Poliedro de Campinas. O exame contará com 50 questões de conteúdos do Ensino Médio, com foco em interpretação de texto e lógica, e terá duração de três horas.
Prioridade socioeconômica
“É importante frisar que essa prova tem, sim, um peso por fazer parte do processo seletivo, mas ele é o menor dos pesos. O que mais pesa para a gente é o questionário socioeconômico e a entrevista socioeconômica, onde realmente conseguimos identificar os alunos em situação de vulnerabilidade. A prova acaba sendo mais um norte para que possamos entender o nível inicial dos alunos e repassar isso aos professores. O foco principal é a análise socioeconômica”, destaca Victor.
Os 300 candidatos melhor avaliados na primeira fase serão convocados para a entrevista socioeconômica, que ocorrerá de forma online entre segunda-feira (20) e segunda-feira (27) de janeiro de 2026. O não comparecimento à entrevista resulta na eliminação automática.

Reserva de vagas e inclusão
O edital prevê reserva de vagas para pretos, pardos ou indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans e refugiados, apátridas ou portadores de visto humanitário. Candidatos com deficiência devem entrar em contato com a organização para solicitar adaptações e eventual acréscimo de tempo na prova. “Das 80 vagas, 32 são destinadas à população preta, parda e indígena. Temos duas vagas para a população trans, duas vagas para candidatos com deficiência e uma vaga para candidatos em situação de refúgio. Tudo isso é pensado para direcionar as vagas, ao máximo, para pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma Victor Honório.
Estrutura completa para os alunos
Os alunos têm acesso gratuito ao material didático, simulados e apoio pedagógico fornecidos pelo Curso e Colégio Poliedro. Além das aulas teóricas, o cursinho oferece redações semanais, simulados regulares, plantões de dúvidas, tutoria personalizada, períodos de revisão e atividades de formação cidadã, como palestras e visitas culturais. O projeto conta com mais de 150 voluntários entre professores, tutores, monitores e equipe de gestão.
“Existe uma porta aberta para que eles possam sonhar em estudar em uma instituição de qualidade, seja na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na USP (Universidade de São Paulo) ou em outras universidades. O nosso objetivo é mostrar a importância do estudo e como, por meio da educação, é possível subir degraus na vida como um todo”, conclui o vice-presidente.





