
Com objetivo de conscientizar homens sobre os males do câncer de próstata, o que segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), é o segundo câncer com mais incidência na população masculina em todas as regiões do país, a rede TODODIA trouxe para uma entrevista especial, o urologista Dr. Fábio para falar sobre a doença.
No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina, ficando atrás apenas do câncer de pele, reafirmando sua importância epidemiológica no país.
“A próstata é um órgão confinado abaixo da bexiga, que faz parte do nosso sistema urinário. Ela tem a função de contrair para controlar a nossa urina e também tem o papel importante na produção de líquido espermático”, explicou Fábio.
Segundo o urologista, esse tipo de câncer é considerado um câncer da terceira idade, já que, segundo o INCA, cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.
“Depois de uma certa idade, de acordo com a faixa etária, seja de fatores hereditários ou fatores externos, seja alimentação ou radiação, algumas células da próstata sofrem certas mutações, elas modificam o formato delas, o conteúdo delas e são células mais agressivas, com potencial de doença. O câncer é isso, mudança na característica das células”, salientou.
Para ele, manter uma boa alimentação e rotina de vida mais saudável, atreladas a exercícios e boa hidratação, é possível evitar com que a doença atinja – e claro, se atingir, evitar que tenha maiores riscos durante o tratamento da doença.
Como identificar?
Os exames utilizados para a investigação diagnóstica do câncer de próstata são o PSA, que tem como finalidade medir no sangue o antígeno prostático específico – proteína produzida pela próstata presente na corrente sanguínea e sêmen –, e o toque retal, que possui a finalidade de avaliar o tamanho, o volume, a textura e a forma da próstata.
Esses exames são recomendados para a investigação, mediante suspeita de câncer de próstata, mas ainda há preconceito por parte dos homens em realizar o exame.
De acordo com doutor, esse receio de fazer o exame, em seu consultório há mais de 20 anos em Americana, as vezes vem carregado de falta de organização também. “A desculpa é a organização do dia-a-dia e também o que percebo, é que os homens acham que isso não vai acontecer com eles, acha constrangedor, então tem inúmeras barreiras”, diz.
Para o doutor, é importante que os exames sejam feitos precocemente, pois os sintomas passam a ser apresentados só em estágios mais avançados da doença, com o paciente tendo dificuldade de urinar e sentindo necessidade mais frequente de urinar durante o dia ou à noite.
Em uma campanha nacional do novembro azul, os interessados podem saber um pouco mais sobre o câncer pelo site do INCA, em https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/campanhas/2023/novembro-azul